Eletromobilidade. Guarde bem essa palavra pois o debate das cidades e do transporte coletivo passa por ela. Trata-se de uma alternativa para reduzir os custos e despesas das empresas que conduzem o transporte coletivo, além da poluição do ar e sonora das vias. Experiências com ônibus que não são movidos à diesel já são conhecidas em alguns lugares como São Paulo, Campinas e Niterói e pode ser uma realidade de Goiânia.
A Enel Goiás, estuda com o Governo do Estado, a implantação do sistema no transporte coletivo da Região Metropolitana. O Diário de Goiás apurou que essa pode ser uma grande novidade que será anunciada em breve, aproveitando o debate da reformulação do transporte na capital com o Eixo Anhanguera passando por este caminho.
Ao DG, o diretor de operações da Enel Goiás, José Luis Salas, pontuou que esse debate está na esteira do discurso da companhia italiana. “O conceito do grupo é que tenhamos de ser os líderes e motivadores da transição energética. Sair da energia a diesel, gás, petróleo para energia sustentável, eólica e solar”, mencionou. “Neste momento está todo um processo entre o Governo do Estado e a empresa que em breve o próprio governo irá desvendar como será todo o processo”, destacou sem dar mais detalhes sobre o projeto.
No último sábado (11/12), o secretário-Geral da Governadoria, Adriano da Rocha Lima, pontuou ao DG que deveria ser anunciado ontem (16) uma ‘modernização radical’ no Eixo Anhanguera. “Na sexta-feira a tarde a gente vai anunciar uma segunda etapa de melhoria do Eixo Anhanguera. Modernização radical em todo o Eixo, desde frota até terminais”, disse Lima, destacando que a revitalização será completa. “Um projeto revolucionário para Goiânia que vai trazer uma nova perspectiva de transporte como acontece nas grandes capitais do mundo”, pontuou. O anúncio, porém, não aconteceu.