10 de agosto de 2024
Brasil • atualizado em 13/02/2020 às 01:00

UE estuda medidas mais rigorosas para importação de carne do Brasil

O comissário da União Europeia para Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, disse nesta quarta-feira (29) que a União Europeia estuda medidas mais rigorosas para a importação da carne brasileira após a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

Segundo Andriukaitis, a União Europeia solicitou esclarecimentos ao Ministério da Agricultura e deve receber respostas até esta sexta-feira. Em seguida, planeja enviar uma auditoria ao Brasil.

“A decisão de introduzir medidas mais rigorosas está em estudo. Estamos fortalecendo as verificações documentais e físicas. E sugerimos aos países-membros que verifiquem cada produto que entrar em seus territórios”, disse.

O comissário afirmou ainda que o escândalo relevado na Operação Carne Fraca mostra a importância de restaurar a “confiança” e “previsibilidade dos sistemas de controle”. Ele defendeu a adoção de um sistema de controle “oficial e independente”, com respostas imediatas diante de situações de crise.

Mais cedo, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, também comentou a possibilidade de a União Europeia adotar novas medidas em relação à carne brasileira.

“A Europa tem determinadas regras nessa questão de alimentos. O momento em que estamos vivendo é um momento em que eles virão com novas propostas e novas regras. Precisamos entender o que estão nos propondo”, afirmou, após participar de um evento em Brasília sobre resistência a antibióticos.

Maggi disse ainda que o governo planeja uma comitiva, em maio, que deve visitar países da Europa, Oriente Médio e Ásia para dar “explicações técnicas e políticas” e retomar a confiança no mercado brasileiro.

Questionado, afirmou ser difícil saber quando tempo levará para essa confiança ser retomada. “Isso não depende só de política ou de governos.”

Segundo ele, o processo de fiscalização dos frigoríficos e produtos investigados na operação Carne Fraca tem sido “absolutamente transparente” e qualquer novo achado “será comunicado ao mercado independente das consequências”. “Nada ficará sem dar explicações”, disse. (Folhapress)

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