Até o momento a polícia confirmou que Tiago Henrique Gomes da Rocha é responsável por 16 homicídios. No total 38 casos estão sendo investigados. De acordo com o titular da Delegacia de Homicídios, Murilo Polati, 3 casos já estão com inquéritos concluídos. O primeiro foi enviado nesta sexta-feira (21) para o judiciário e os outros dois na próxima semana. Há ainda pelo menos 13 inquéritos que estão praticamente concluídos.
Nestes casos que estão quase prontos para envio do judiciário falta apenas o laudo de confronto microbalístico. O delegado afirma que há casos de complexidade muito maior.
Uma das preocupações do delegado Murilo Polati é de manter Tiago preso. Nesta sexta-feira (21) venceu o período de prisão temporária, mas com a conclusão do inquérito no caso de Rosirene Gualberto da Silva, morta no dia 9 de julho no Setor dos Funcionários, e o envio das informações ao judiciário, o acusado ficará preso até que seja julgado.
“O Tiago está preventivamente hoje pelo caso Rosirene Gualberto. Daí a necessidade de se encaminhar os autos ao judiciário e aí com os demais inquéritos concluídos, cada delegado responsável pela investigação deve fazer sua representação de prisão preventiva no relatório final para que em cada caso tenha prisão decretada”, ressalta.
Ainda em relação ao caso Rosirene, o titular da Homicídios argumenta que há provas substanciais que destacam que o culpado é Tiago Henrique.
“Nós temos as confissões do próprio Tiago no Caso Rosirene em específico e as demais provas técnicas, por exemplo, o confronto microbalístico entre o projetil retirado da Rosirene a arma apreendida e fotografias em um foto sensor de que o Tiago evadia do local após o crime. Temos ainda o reconhecimento fotográfico da irmã da vítima e ainda outras provas técnicas que mostram que ele foi responsável por este e outros homicídios”, destaca o delegado.
Veja a conclusão deste inquérito
Arma utilizada
Segundo Murilo Polati, a arma utilizada por Tiago Henrique realmente pertence a empresa que ele trabalhava, Fiel Vigilância. O delegado afirma que o acusado furtou a arma e para se justificar, escreveu uma carta de próprio punho. A alegação é que teria sido extraviada.
O fato ocorreu no dia 15 de setembro de 2012 e o caso foi registrado no 14 º DP, na Vila Pedroso, em Goiânia.
Veja a carta escrita por Tiago
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