12 de agosto de 2024
Brasil

Por que temos o feriado de Proclamação da República?

Ilustração feita em 1893 mostra como teria sido a Proclamação da República (Wikipedia)
Ilustração feita em 1893 mostra como teria sido a Proclamação da República (Wikipedia)

Nesta quarta-feira, 15 de novembro, se celebra a Proclamação da República, e por isso temos um feriado. Muitos hoje estão de folga por não ser um dia útil. Mas, a quem devemos este feriado e o que significa a tal Proclamação da República?

Vamos aqui a uma breve retomada da história do nosso país:

Motivações

O sistema monárquico de Dom Pedro II, filho de Dom Pedro I, começou a demonstrar fragilidade logo depois da Guerra do Paraguai, que teve fim em 1870.

O Império já estava com o prestígio em queda livre diante da elite econômica local e da Igreja e o problema ficou ainda mais sério depois do conflito devido às dívidas e a crise econômica que se deflagrou.

Na década de 1870, o país ainda não mostrava sinais de recuperação, além disso, a Monarquia começava a se desentender com a Igreja Católica, que também era uma grande potência à época.

A família real foi perdendo cada vez mais apoio, já que Dom Pedro II não tinha filhos homens para assumir o trono e sua filha mais velha, Isabel, casou-se com um francês. Esse detalhe faria com que o trono brasileiro voltasse para países estrangeiros.

Há quem diga que o ponto crucial para a instauração da República veio após a assinatura da Lei Áurea, em 1888, que aboliu a escravidão.

A Proclamação da República do Brasil foi um importante momento em que o país deixou de ser uma Monarquia e se tornou uma República. Um importante levante político-militar ocorreu em 1889, que destituiu o então Imperador do Brasil, Dom Pedro II;

O líder do grupo de militares republicanos, Marechal Deodoro da Fonseca, proclamou a República em 15 de novembro de 1889, na Praça da Aclamação, no centro do Rio de Janeiro – praça esta que, não por acaso, teve o nome mudado para Praça da República. Na ocasião foi instalado um governo provisório.

Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D. Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa.

Os militares instauraram a República mas implantaram uma ditadura que não dava a mínima para os ideais de justiça social que haviam sido prometidos.

Só quando os militares saem do poder e Prudente de Morais assume o governo em 1894 como o primeiro presidente civil do país é que o modelo passa a ser voltado para a democracia. Esta fase da República segue até o início da década de 1930, período conhecido por República Velha.


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