O Goiás Esporte Clube jogou sete clássicos no Campeonato Goiano, venceu cinco e empatou dois. Foi mais competente que seus principais rivais.
Passou pelo Atlético nas semifinais e bateu o Vila Nova nos dois jogos da decisão.
Durante a fase de classificação ficou devendo, tanto que terminou na segunda posição. Terminou atrás da Aparecidense e em muitos jogos decepcionou. Basta lembrar as derrotas para Iporá e Aparecidense no Estádio Haile Pinheiro. Mas quando a onça precisava beber água, o Verdão conseguiu mostrar a força do elenco.
Marcelo Rangel, Patrick, Léo Sena e Léo Gamalho foram os destaques individuais de um time que teve no meia Thiago Luís o seu maestro – certamente será eleito o melhor jogador do Goianão.
Silvío Criciúma assumiu o clube após a saída de Gílson Kleina. Um início de trabalho contestado, mas que ganhou corpo na reta decisiva da competição. Deveria permanecer para comandar o time na Série B do Brasileirão, porém o escolhido foi Sérgio Soares que será o líder do Goiás na busca pelo acesso para elite do futebol nacional.
Também é necessário ressaltar a administração de Sérgio Rassi que em quatro estaduais, venceu três. A saúde financeira no Goiás é outra e ele conseguiu nas últimas temporadas fazer com que o clube fizesse a obrigação, que é ganhar o Campeonato Goiano. Recuperar a auto estima em competições nacionais é o desafio da vez dos dirigentes.
A saída de Harlei após o vazamento das gravações em que o diretor de futebol criticava o presidente Sérgio Rassi, abriu espaço para Osmar Lucindo que fez um trabalho arroz com feijão, e sem precisar aparecer, também contribuiu para conquista do título.
O Campeonato Goiano precisa ser comemorado, só que não pode esconder a necessidade de qualificação do elenco. O sistema defensivo precisa de jogadores para resolver. Aquele discurso de chegar para somar, já ficou para trás… Bem como o título goiano.
O desafio é outro e bem mais complicado.