12 de setembro de 2024
Brasil

Bolsonaro justifica nomeação de Aras para PGR e pede para uma ‘chance’ à eleitores irritados

(Foto: Reprodução/ Youtube)
(Foto: Reprodução/ Youtube)

Na live da semana que o presidente da República costumeiramente faz às quintas-feiras, o presidente da República Jair Bolsonaro justificou no início da noite de hoje (05/09) a indicação do subprocurador Geral da República, Augusto Aras para substituir Raquel Dodge na chefia do Ministério Público Federal. A nomeação pegou a muitos de surpresa e deixou até uma parte de seu eleitorado irritada. A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) que elabora a lista tríplice considerou a decisão como um ‘retrocesso’.

O novo procurador Geral da República terá de passar ainda por uma sabatina no Senado Federal, mas Bolsonaro está confiante que não haverá problemas neste processo. O mandato de Raquel Dodge termina no próximo dia 15 de setembro.

Para explicar ao seu eleitorado, que ficou bastante insatisfeito com a indicação, Bolsonaro disse que precisava escolher alguém ‘meio termo’ e na média. Não pode ser boa demais em uma coisa e também não pode ser ruim em outra. “Tem que ser uma pessoa, sem querer desmerecer os outros todos subprocuradores da República, que estavam na lista ou não. Sem querer desmerecer ninguém. A gente buscou uma pessoa ali que fosse nota 7 em tudo. Não 10 em uma coisa e 2 outra”, explicou.

Ele citou duas questões que o incomodam: a ambiental e a homofobia. Sobre a questão ambiental disse que o novo procurador não deveria ser ‘radical’ no assunto, porém, “serena”. “Ele tem que também nas questões que afetam em grande parte a ele é ter uma posição serena. Questão ambiental. Vamos supor que a gente bote alguém lá que não pode ver uma vara de bambu sendo cortada que já processa todo mundo. Como é que ficaria alguém que tivesse uma visão muito radical na questão ambiental? Como é que ficaria o agronegócio no Brasil?”

O Supremo Tribunal Federal, recentemente tipificar atos de homofobia equivalentes aos de racismo. O presidente não soube explicar se foi Raquel Dodge ou Rodrigo Janot que enviou um parecer positivo ao assunto na live. Em 2014, Janot encaminhou este parecer ao STF solicitando a tipificação. Bolsonaro usou esse caso para ilustrar que a importância do procurador Geral da República estar alinhado com ele. “Você tá entendendo a importância do chefe do Ministério Público?” perguntou direcionando à quem o assistia pela live.

Ainda no sentido da homofobia e racismo, Jair Bolsonaro disse que não dá para tornar os crimes equivalentes, pois você consegue identificar alguém pela cor de pele e assim se prevenir de fazer uma piada ou declaração racista. Agora, não dá para saber quando a pessoa é homossexual. “Eu sei se você é branco ou não é, se é afrodescente ou não é, dá para ter uma noção aqui. Agora se um cara é homossexual você não sabe. Você brinca com o cara, fala um palavrão pro cara e vai que ele seja esse palavrão. Vai na delegacia e registra queixa. Isso é crime inafiançável? Vai pra cadeia! Acabou o futebol? Tu vai pra cadeia, pô!”, explicou.

Ele voltou a fazer críticas indiretas a Deltan Dallagnol. Sem citar nomes, disse que o procurador da Força Tarefa da operação Lava-Jato apareceu “muito na mídia” por conta das “10 medidas contra a corrupção”, mas deu a entender que ele não tem outras características importantes ao cargo. “Tem que combater a corrupção? Tem. Mas tem que ser sensível à outras questões. Se eu boto alguém lá, como alguns fizeram campanha por um nome muito conhecido na Lava Jato.”

Na reta final da live, Bolsonaro pediu aos seus eleitores uma nova chance para mostrar que fez a decisão correta. “Eu peço a vocês: vai no Facebook, você fez um comentário pesado, retira pô, retira. Dá uma chance para mim. Você acha que eu quero botar alguém lá para atrapalhar a vida do Brasil? Não é. Eu quero uma pessoa que ajude o Brasi”

 


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