O candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), o general de reserva Hamilton Mourão (PRTB), criticou o pagamento do 13° salário e o adicional de férias ao trabalhador brasileiro. A fala ocorreu durante uma palestra para empresários, no interior do Rio Grande de Sul.
Convidado da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do município de Ururguaiana, Mourão disse, a uma plateia composta por empresários e representantes de associações e sindicatos patronais, que deve haver reformas tributárias e trabalhistas, em um eventual governo Bolsonaro.
“É complicado, e o único lugar em que a pessoa entra em férias e ganha mais, é aqui no Brasil. São coisas nossas, a legislação que está aí, é sempre aquela visão dita social, mas com o chapéu dos outros, não é com o chapéu do governo”, continuou.
Durante o discurso, o general Mourão defendeu as reformas como maneira de “priorizar gastos” e citou o responsável pelo programa econômico da campanha, Paulo Guedes. “A filosofia é uma só: temos que colocar todo mundo na base, todo mundo pagando, tem muita gente que não paga”, disse ele.
Sobre a reforma trabalhista, o vice de Bolsonaro também criticou o peso do imposto sindical “em cima da atividade produtiva”. “É o maior custo que existe”, afirmou. A obrigatoriedade de recolhimento do imposto, no entanto, foi derrubada pelo governo de Michel Temer (MDB) no final do ano passado.
Pelo Twitter, Jair Bolsonaro se manifestou sobre a declaração do vice: “O 13° salário do trabalhador está previsto no art 7° da Constituição em capítulo das cláusulas pétreas (não passível de ser suprimido sequer por proposta de emenda à Constituição. Criticá-lo, além de uma ofensa à quem trabalha [sic], confessa desconhecer a Constituição”, disse o candidato.
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