Os Estados Unidos viveram nesta terça-feira (2) o oitavo dia de protestos antirracistas, desencadeados pela morte do ex-segurança George Floyd, que sufocou após ter seu pescoço esmagado pelo joelho de um policial branco, em Minneapolis. A maioria das manifestações, conforme agências de notícias, foi pacífica.

Apesar do caráter pacífico de vários protestos, alguns saíram do controle. Em Nova York, até às 23h30 de Brasília, 40 pessoas tinham sido presas. Na noite anterior, foram mais de 700. Em Atlanta, a partir de 21h, quando começa o toque de recolher na cidade, policiais lançaram bombas de gás lacrimogênio contra manifestantes.

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Também houve ato semelhante em Wisconsin. Em Milwaukee, maior cidade do estado, a polícia disse que usou gás para reagir a ataques com pedras e vidros. Em Las Vegas, a polícia identificou um homem suspeito de balear um policial, que está em estado crítico, durante manifestação na segunda-feira. No dia também houve outro tiroteio, que culminou em uma morte.

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O toque de recolher ainda está mantido em várias cidades, como Washington, Nova York e Los Angeles. Outras, como Portland, porém, decidiram suspender a medida após avaliar uma redução da violência nos atos. Em Minneapolis, a família de Floyd discursou em uma homenagem ao ex-segurança. A mãe da filha de Floyd, Roxie Washington, pediu justiça. “Ele nunca vai ver a filha crescer, se formar. Nunca vai entrar com ela na igreja para o casamento”, disse. A filha da vítima, Gianna, de seis anos, também esteve presente.

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No mundo

O movimento se espalhou por várias cidades ao redor do globo. Houve registros de protestos massivos em Paris, Londres e na Austrália. Na capital francesa, houve confronto e a polícia usou gás lacrimogênio para dispersar manifestantes.

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