Depois de ser desafiado pelo prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), o candidato ao governo de Goiás, Wilder Morais (PL) disse que o correligionário traiu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao declarar apoio a um postulante de outra legenda – no caso, ao governador Daniel Vilela (MDB).
Em vídeo divulgado nas redes sociais na noite desta quinta-feira (27), o senador inicia a fala com a garantia de manter um compromisso com Anápolis, apesar de estar em pé de guerra com o prefeito. Depois, passou às críticas a Corrêa – de forma muito mais velada que o prefeito fez horas antes.
Wilder colocou em dúvida o apoio de Márcio Corrêa a outros nomes do partido. O prefeito está nas campanhas de Vitor Hugo, para deputado federal, e Gustavo Gayer, que concorre ao Senado.
“Não me admira romper também o apoio prometido ao Major Vitor Hugo e ao Gustavo Gayer. Tenho certeza de que isso só aconteceu porque o presidente Bolsonaro está preso injustamente, sem poder reagir. Se estivesse livre, essa coragem não existiria. Jamais Bolsonaro permitiria que alguém que escolheu para caminhar contra o Brasil permanecesse no PL. Certamente seria considerado traidor”, afirmou.
O senador lamentou, ainda, não ter fechado apoio de Roberto Naves, principal adversário local de Corrêa e que presidente o Republicanos em Goiás, enquanto ainda tinha esperança de contar com o prefeito.
“Mesmo com muita gente me dizendo que eu iria me arrepender, que era melhor trazer o Republicanos para perto, coisa que eu não fiz para não fazer desfeita com o prefeito de Anápolis, o prefeito foi eleito pelo PL, com apoio irrestrito do partido e do presidente Bolsonaro. Hoje, pede voto para outro partido, para deputado, para outro governo e, não duvide, para outro presidente também”, destacou.
A guerra em praça pública tem como pano de fundo a abertura de um processo disciplinar na manhã desta quinta-feira pelo PL goiano que pode culminar na expulsão do prefeito de Anápolis por infidelidade partidária. A acusação se deve ao fato de Corrêa ter declarado apoio a Daniel Vilela, embora Wilderseja candidato.
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