22 de abril de 2024
Irregularidade • atualizado em 04/01/2023 às 15:24

Wilder Morais pode ter mandato cassado por irregularidades em prestação de contas

A assessoria do parlamentar contesta e disse que a prestação de contas foi devidamente avaliada e aprovada pela Justiça Eleitoral
Senador eleito Wilder Morais (PL). (Foto: Altair Tavares/DG)
Senador eleito Wilder Morais (PL). (Foto: Altair Tavares/DG)

O senador eleito por Goiás, Wilder Morais (PL) é alvo de uma investigação proposta pelo Partido Progressistas no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), por supostas irregularidades em gastos ilícitos de recursos financeiros durante o período de campanha eleitoral, o que pode gerar a cassação de diploma do senador.

Além de Wilder, são alvos também da investigação Izaura Cristina Cardoso, 1ª suplente de senador e Hélio Araújo Pereira, 2º suplente. De acordo com o documento ao apreciar a prestação de contas formulada pelos candidatos, foram encontradas diversas irregularidades, caracterizadoras de violação às regras de arrecadação e gastos de recursos, a ensejar a cassação do registro da candidatura e do diploma dos ora requeridos.

O advogado do PP, José Eduardo Rangel de Alckmin, aponta, na ação, que existem várias omissões na prestação de contas. Além de um excesso de gastos por parte de Wilder Morais, que ultrapassa o limite permitido por lei.

Conforme a ação há irregularidade também na contratação de imóvel que foi usado como comitê político e foi apontado um subfaturamento na locação. A campanha de Wilder teria locado pelo valor de R$ 17 mil, mas o valor de mercado seria de R$ 60 mil.

Durante as viagens de campanha, Wilder teria sido beneficiado com a doação não só com as horas doadas pelo piloto do helicóptero utilizado, mas também com o próprio transporte por meio do veículo.

Ao Diário de Goiás, a assessoria de Wilder Morais disse que a prestação de contas foi devidamente avaliada pela justiça eleitoral e aprovada. Segundo a assessoria do parlamentar, as manifestações contrárias dos candidatos que não obtiveram o número de votos necessário para se elegerem é uma tentativa de cercear o direito de 799.022 eleitores que fizeram a sua escolha democrática. ”Esse comportamento da velha política é repreensível e está em desacordo com as expectativas das pessoas acerca dos seus representantes”, destaca.


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Leonardo Calazenço

Jornalista - repórter de cidades, política, economia e o que mais vier! Apaixonado por comunicação e por levar a notícia de forma clara, objetiva e transparente.