12 de fevereiro de 2026
Atlético Goianiense

Vila Nova x Atlético: Adson Batista afirma que não há segurança para duas torcidas no OBA

Estádio Onesio Brasileiro Alvarenga (Foto - Roberto Corrêa)
Estádio Onesio Brasileiro Alvarenga (Foto - Roberto Corrêa)

O presidente do Atlético Clube Goianiense, Adson Batista, voltou a se posicionar de forma reticente em relação à liberação de clássicos com duas torcidas no futebol goiano. Em entrevista, o dirigente deixou claro que sua principal preocupação é a segurança e, sobretudo, a preservação do patrimônio do clube, levantando questionamentos sobre quem assumiria eventuais prejuízos em caso de depredação do Estádio Antônio Accioly.

Adson ressaltou que mantém uma boa relação institucional com os dirigentes do Vila Nova, mas frisou que, nesse tema específico, entende ser necessário defender os interesses do Atlético. “Eu defendo o meu, eles defendem o deles. Isso é normal. Mas não quero apontar ninguém. O que não existe ainda é uma segurança normal”, afirmou.

O presidente rubro-negro explicou que, no momento, não se sente confortável em liberar torcida visitante no Accioly, justamente pelo risco de danos ao estádio. “Se estragar, se der um risquinho no estádio do Atlético que for anormal, quem vai pagar a conta?”, questionou. Segundo ele, só haveria abertura para a presença de duas torcidas caso houvesse uma definição clara de responsabilidades. “Se um dia o Ministério Público e a Polícia Militar disserem que, se a torcida destruir o estádio, vai arcar com as despesas, beleza, amanhã a gente joga”, declarou.

Adson Batista também deixou claro que a cautela vale nos dois sentidos. O dirigente revelou que não pretende solicitar os 10% de carga de ingressos a que teria direito em jogos no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga. “Eu não vou pedir 10% porque não considero que hoje exista uma segurança necessária”, pontuou, reforçando que sua decisão não é um ataque ao rival, mas uma medida preventiva.

O mandatário ainda lembrou episódios de violência do passado no futebol goiano e destacou que, embora muita coisa tenha mudado, o tema precisa ser tratado com responsabilidade. “Todo mundo já esqueceu do que aconteceu lá atrás? Acabaram todos os problemas? Então isso precisa ser avaliado com muita seriedade”, disse. Por fim, Adson Batista reforçou que não é contra o diálogo, mas entende que a liberação de clássicos com duas torcidas só pode ocorrer quando houver garantias claras de segurança e responsabilidade. “É só todo mundo assumir a sua parte e não ficar transferindo a responsabilidade de um para o outro”, concluiu.


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