O vice-presidente do Vila Nova Futebol Clube, Hugo Jorge Bravo, fez críticas ao comportamento de ex-jogadores do time colorado após declarações recentes, dadas em suas novas equipes. O dirigente foi questionado sobre falas do goleiro Halls, atualmente no Sport, e do volante Lourenço, hoje no Goiás, que repercutiram negativamente entre torcedores do Tigrão por compararem a grandeza dos novos clubes ao Vila Nova.
Em entrevista, Hugo Bravo adotou um tom firme ao cobrar respeito e gratidão ao clube que, segundo ele, foi decisivo em momentos difíceis da carreira dos atletas. “Eu não espero absolutamente nada do ser humano. Nada. Talvez pela minha formação, pelas coisas que a gente vê. Mas eu espero pelo menos respeito e gratidão por um clube que estendeu a mão quando eles estavam em um momento difícil da carreira”, disparou.
O presidente reforçou que nenhum dos atletas chegou ao Vila Nova em alta no mercado. “Ninguém veio parar aqui quando estava em um bom momento. O Vila estendeu a mão, deu confiança. Um saiu daqui com condição salarial melhor, o outro ainda tem contrato e consegue criar uma antipatia desnecessária”, afirmou, antes de subir o tom. “É imaturo, quer fazer média no lugar onde chega. Só que não é assim que a coisa funciona. Não precisa desmerecer ninguém para demonstrar valor.”
As críticas ganharam força após declarações do goleiro Halls, campeão goiano pelo Vila Nova em 2025 e que teve no clube a temporada com maior sequência da carreira. Ao ser apresentado no Sport, o jogador afirmou: “O Vila Nova é um clube grande, respeitado, onde eu vivi um ano muito importante da minha carreira. Mas o Sport é um clube de uma grandeza ainda maior, com uma torcida gigantesca, uma pressão diferente e um cenário nacional muito forte. Quando surge uma oportunidade dessa, a gente precisa encarar como um passo à frente na carreira”.
Hugo Jorge Bravo, porém, rebateu esse tipo de comparação. “Essas falas não correspondem com a realidade. Não estão saindo daqui para disputar uma Champions League. O futebol brasileiro tem 10, 12 gigantes em meio a 600 clubes. Quem está ali transitando entre Série A, B e C é grande, afirmou. “Como eu não espero nada do ser humano, eu não vou esperar gratidão de ninguém.”
Além de Halls, o dirigente também citou indiretamente o caso do volante Lourenço, que se destacou pelo Vila Nova em 2023 na campanha que quase terminou com o acesso à Série A, passou pelo Ceará e recentemente foi contratado pelo Goiás. Na chegada ao rival, o jogador também fez declarações exaltando o novo clube em comparação ao Vila, o que cria desgaste com a torcida colorada.
Para Hugo, o episódio serve de alerta sobre o discurso adotado por atletas ao mudarem de clube. “Foram duas declarações infelizes de jogadores que querem fazer média onde chegam. O Vila Nova deu oportunidade, deu visibilidade e ajudou a reconstruir carreiras. O mínimo que se espera é respeito”, concluiu o presidente.
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