09 de fevereiro de 2026
Atualização • atualizado em 04/01/2026 às 17:12

Vice da Venezuela assume presidência interina após prisão de Maduro; militares denunciam mortes em ação dos EUA

Captura do presidente é classificada por militares como uma ação covarde, que resultou em mortes de integrantes das forças de segurança
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, assumiu interinamente a Presidência do país, com o apoio das Forças Armadas da Venezuela, após ação dos Estados Unidos que resultou na prisão de Nicolás Maduro.

De acordo com a CNN, em nota oficial, os militares afirmam que o governo bolivariano irá garantir a governabilidade e que a instituição continuará empregando “todas as suas capacidades disponíveis para a defesa militar, a manutenção da ordem interna e a preservação da paz”.

Ainda no sábado (3), a Câmara Constitucional da Suprema Corte da Venezuela determinou que Delcy Rodríguez assuma o comando do país na ausência de Maduro. A decisão judicial respalda a transição interina em meio à crise institucional desencadeada pela operação norte-americana.

De acordo com a reportagem, o documento divulgado pelas Forças Armadas é assinado pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, que informou a ativação de um plano de prontidão operacional. Segundo o texto, a medida busca integrar os diferentes poderes do Estado na missão de “confrontar a agressão imperial”, formando um “bloco único de combate” para assegurar a liberdade, a independência e a soberania do país.

Ação dos EUA

Segundo a CNN, a nota também condena duramente a ação dos Estados Unidos, classificando a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, como um “sequestro covarde”. De acordo com Padrino López, integrantes da equipe de segurança do presidente, além de soldados e civis, morreram durante a operação, mortes que ele descreveu como “assassinatos a sangue frio”.

No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista que “muitos cubanos” teriam morrido no ataque, alegando que faziam parte da equipe de segurança de Maduro. Trump, no entanto, não apresentou detalhes adicionais sobre as vítimas.


Leia mais sobre: Mundo