15 de junho de 2024
Política

Viabilidade de fundo previdenciário tem que ser debatida, defende Luis César Bueno

O deputado Luis Cesar Bueno (PT) afirmou que é preciso debater a viabilidade do fundo previdenciário estadual dos servidores públicos. De acordo com ele, os valores foram retirados ao longo dos anos, mas nunca são compensados. O parlamentar discute o processo nº 4.606/2012, da Governadoria, em primeira votação.

“Estamos diante de decisão de significado muito importante para famílias de servidores públicos. Precisamos debater a viabilidade da previdência estadual. Há um enorme rombo, de R$ 26 bilhões, que foram retirados ao longo dos anos, mas nunca foram compensados. Isso mostra que os recursos dos servidores são descontados, mas não repassados ao fundo. Quando aposenta, é todo um processo burocrático. Cada vez mais o Tesouro é chamado para cobrir rombo muito grande”, disse Luis Cesar Bueno.

O referido projeto de lei altera a Lei Complementar nº 77, de 22 de janeiro de 2010, no tocante às alíquotas de contribuição previdenciária patronal e aos servidores ativos e inativos do Estado de Goiás.

Na justificativa da propositura, o Governo propõe alteração do porcentual das contribuições de servidores efetivos, inativos e pensionistas de 11% para 13,25%, e da contribuição patronal do Estado de Goiás de 22% para 26,5%.

“A modificação proposta permitirá que o referido déficit reduza de R$ 717,8 milhões para R$ 511,9 milhões anuais, sendo que essa diferença, de R$ 205,9 milhões, seria suprida pelo Tesouro Estadual (R$ 131,1 milhões), pelos servidores efetivos ativos (R$ 65,5 milhões) e pelos servidores inativos e pensionistas (R$ 9,2 milhões)”, expressa o anexo ao projeto de lei, encaminhado ao Governador.

“Durante o ano de 2011, foram inúmeras as dificuldades fiscais enfrentadas pelo Estado de Goiás. No fim do ano e nos próximos exercícios financeiros, esses problemas tendem a permanecer em função das vinculações constitucionais crescentes, pagamentos da dívida historicamente em nível bastante elevado e as demandas por aumentos salariais já aprovados pelo Governador, além da necessidade de convocação dos concursados de anos interiores, com nomeações pendentes”,  explicam os secretários da Fazenda e da Gestão e Planejamento, na elaboração dos índices de reajuste.

De acordo com os secretários, a receita líquida do Tesouro Estadual prevista/executada em 2012 está comprometida em 73% com pagamentos de salários, 20% com pagamentos da dívida com a União e entidades financeiras nacionais e internacionais, e o restante com custeio e investimentos das vinculações constitucionais e legais existentes. Portanto, 100% dos recursos do caixa único do Estado já são comprometidos, praticamente inexistindo recursos para custeio e investimento dos órgãos que não têm vinculação constitucional.

“Verifica-se também que o comprometimento financeiro com aposentadorias e pensões, em 2011, somente do Poder Executivo, resulta em R$ 1,724 milhão. Esse valor foi composto pela contribuição dos servidores inativos e pensionistas (2,61% – R$ 4 milhões), pela contribuição dos servidores efetivos ativos (18,59% – R$ 320,5 milhões) e pelo Tesouro Estadual (78,80% – R$ 1.359 milhões), sendo que, neste último, R$ 641 milhões são referentes à contribuição patronal e R$ 717,8 milhões correspondentes ao déficit previdenciário. Esta situação é cada vez mais preocupante na medida em que parte considerável dos servidores efetivos ativos está próxima da aposentadoria”, justificam.


Foto: Marcos Kennedy (Assembleia Legislativa de Goiás)


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Altair Tavares

Editor e administrador do Diário de Goiás. Repórter e comentarista de política e vários outros assuntos. Pós-graduado em Administração Estratégica de Marketing e em Cinema. Professor da área de comunicação. Para contato: [email protected] .