O vereador Luzimar Silva (PP) decidiu retirar a assinatura do requerimento que pede a instalação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar o caso ‘Anápolis na Roda’. Ele formalizou o pedido em ofício enviado ao gabinete do colega Rimet Jules (PT), que ressuscitou a ideia da comissão na sessão de terça-feira (3).
No ofício, Silva não explica o motivo da desistência. Com a baixa, agora há quatro parlamentares que subscrevem a criação da CEI. Além de Rimet, as assinaturas no requerimento são de Capitã Elizete (PRD), Alex Martins (PP) e Domingos Paula (PDT). O mínimo necessário para se criar a comissão é de oito.
Luzimar Silva iniciou a legislatura na oposição, mas em meados de 2025 se acertou com o prefeito Márcio Corrêa (PL) e passou a integrar a base, embora não seja um defensor do gestor em seus discursos. A assinatura dele à CEI, inclusive, surpreendeu o Centro Administrativo.
Esta é a segunda tentativa de abertura do colegiado. A primeira foi quando a Polícia Civil apontou indícios do envolvimento do prefeito Márcio Corrêa, ainda em maio do ano passado.
Quando da divulgação do suposto envolvimento de Corrêa, a CEI reuniu sete assinaturas, uma abaixo do número mínimo para sua instalação. Os vereadores que subscreveram foram: Domingos Paula (PDT), Fred Caixeta (PRTB), Luzimar Silva (PP), Thaís Souza (Republicanos), Alex Martins (PP) e Policial Federal Suender (PL).
Mais tarde, no entanto, Thaís Souza e Suender retiraram as assinaturas. A primeira alegou questões familiares, enquanto o segundo justificou tratar-se de um caso de menor grau ofensivo por não ter verificado lesão ao erário público. Os dois, porém, atenderam a um pedido da base – e do próprio prefeito – para a retirada.
Caso teve prisões
Em maio do ano passado, a Polícia Civil prendeu três pessoas suspeitas de operarem o perfil Anápolis na Roda, que difamava cidadãos de Anápolis, inclusive personagens políticos. Dois deles exerciam cargos públicos: Luís Gustavo Rocha, ex-secretário de Comunicação da prefeitura; e Denilson Boaventura, ex-diretor de Comunicação da Câmara. A ativista Ellysama Aires também foi detida. Depois de audiência de custódia, eles foram liberados.
No inquérito, a polícia também pediu autorização para investigar Corrêa, uma vez que a interceptação de mensagens apontou que o prefeito, supostamente, comandava o grupo e direcionava as publicações ofensivas.
À época, a Câmara chegou a realizar audiências públicas com as vítimas, mas a tentativa de instalar a CEI não prosperou.
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