12 de julho de 2026
ECONOMIA

Vendas do comércio goiano têm o maior recuo em quase 5 anos

Quatro atividades apontaram queda no volume de vendas na comparação com abril de 2025
Comércio em Goiás teve novo tombo. (Foto: Divulgação)
Comércio em Goiás teve novo tombo. (Foto: Divulgação)

De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (16), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas do comércio varejista goiano caiu 3,8% em abril, na série com ajuste sazonal.

Esta foi a primeira queda consecutiva da atividade desde novembro de 2025 (-1,3%). É a maior queda registrada na série histórica da pesquisa desde dezembro de 2019 (-4%). Entretanto, a variação acumulada em 12 meses é positiva (2%).

Quatro atividades apontaram queda no volume de vendas na comparação com abril de 2025. Dentre elas, o maior impacto negativo foi causado pelo grupo de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-5%), que havia registrado crescimento de 5% em março.

Também houve recuo do comércio de Livros, jornais, revistas e papelaria (-5%), Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-18,3%) e Tecidos, vestuário e calçados (2%). Este último grupo chega à marca de três meses consecutivos registrando queda no comparativo com o mesmo período no ano anterior, acumulando recuo de 0,2% em 12 meses e de 2% no ano de 2026.

No Brasil, o volume de vendas do comércio varejista do país recuou 1,5% em abril frente a março, na série com influências sazonais. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o varejo registrou alta de 1%. No ano, o setor acumula alta de 2% e, nos últimos 12 meses, de 1,5%.

Queda em Goiás foi a segunda maior do país

Em abril deste ano, o comércio varejista teve resultados negativos em 20 das 27 unidades da federação. Goiás aparece entre elas, com o segundo maior recuo do país. A maior diminuição foi registrado no Piauí (-3,9%). Os estados do Amazonas e de Santa Catarina (-3,6%) aparecem logo após Goiás.

Por outro lado, sete estados apresentaram resultado positivo ou de estabilidade. Os maiores crescimentos ocorreram em Roraima (1,8%), Tocantins (1,6%) e São Paulo (1,3%).


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