18 de julho de 2024
Clima • atualizado em 16/06/2024 às 15:12

Veja o que a chegada do La Niña poderá ocasionar no Brasil

O fenônemo provoca resfriamento das águas do Oceano Pacífico, resultando em chuvas intensas no Norte e Nordeste, e seca e calor no Sul do Brasil
De acordo com o Inmet, o La Niña tende a se instaurar a partir de julho deste ano, ocasionando mudanças climáticas no país. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
De acordo com o Inmet, o La Niña tende a se instaurar a partir de julho deste ano, ocasionando mudanças climáticas no país. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O fenômeno climático El Niño, responsável pelas altas temperaturas e aumento a seca no país desde o ano passado, dará adeus ainda este mês, no entanto, meteorologistas já alertam para a chegada de um outro evento climático que promete impactar: o La Niña. De acordo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômento tende a chegar no próximo mês.

O La Niña é responsável pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico em até 0,5ºC, o que no Brasil, tenderá a provocar chuvas intensas nas regiões Norte e Nordeste, e seca e calor na região Sul. A previsão é de que o evento climático se instaure de fato no segundo semestre do ano.

Durante as próximas semanas, na transição entre o final do El Niño e a chegada o La Niña, o país passará por um período de neutralidade. A partir da segunda semana de junho, o prognóstico do Inmet é de ocorrência de chuvas nas regiões Norte, Nordeste e Sul, com previsões de pancadas que podem superar os 60 mm nas duas primeiras regiões e 70 mm no Sul.

Até o momento, com base no último boletim do Inmet, divulgado na última quarta-feira (12), o padrão de condições de temperatura observados na superfície do mar do Oceano Pacífico Equatorial indica valores condizentes com a média climatológica. Os números apontam para o fim do El Niño, marcando o resfriamento típico, que indica a chegada o La Ninã.

Conforme o instituto meteorológico, no momento, já estamos passando pelo período de condição de neutralidade, o que demonstra que o La Niña deve se instaurar a partir dos próximos meses, de julho a setembro de 2024, com probabilidade de 69%.

A última ocorrência do La Niña foi entre 2020 e 2023, e durante este tempo, ocasionou secas históricas em lavouras de soja e milho na região Sul do Brasil. Esta ocorrência, caracterizada como nível moderado poderá se repetir caso o fenômeno se estenda até 2025, afirmam especialistas.


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Luana Cardoso

Luana

Atualmente atua como repórter de cidades, política e cultura. Editora da coluna Crônicas do Diário. Jornalista formada pela FIC/UFG, Bióloga graduada pelo ICB/UFG, escritora, cronista e curiosa. Estagiou no Diário de Goiás de 2022 a 2024.