O árbitro de vídeo Eduardo Tomaz se manifestou sobre o lance mais discutido do clássico entre Atlético e Vila Nova, vencido pelo Dragão por 2 a 0 neste domingo (22), no Estádio Antônio Accioly, pelo jogo de ida das semifinais do Campeonato Goiano 2026. O lance ocorreu já na etapa final, quando o volante Igor Henrique, do Atlético, cometeu falta sobre o atacante Rafa Silva, do Vila Nova, gerando dúvida sobre o local da infração: dentro ou fora da área.
Segundo Eduardo Tomaz, em entrevista à Rádio Bandeirantes, a análise do VAR considerou todas as imagens disponíveis, mas não encontrou evidência clara para mudar a decisão tomada em campo pelo árbitro Breno Souza, que marcou falta fora da área. “O campo toma uma decisão de marcação fora da área, e o VAR só entra numa situação dessa se eu puder mudar a decisão dele. Caso contrário, não existe essa possibilidade”, explicou.
O árbitro detalhou que a câmera considerada mais confiável, apresentava limitações visuais. “A imagem mais clara que nós temos é a câmera 2, que foi a utilizada. Eu não tenho outra imagem que me permita mudar a decisão de campo”, afirmou. Para ele, a falta existiu, mas o ponto de contato ocorreu fora da área. “A infração para mim é clara, porém o contato que causa a falta é fora da área. O pé do Igor Henrique o tempo todo está fora”, completou.
Eduardo Tomaz reforçou que o protocolo não permite uma revisão quando não há evidência conclusiva. “Eu não posso chamar o árbitro de campo para analisar algo que eu não consigo resolver. Não posso mudar uma decisão sem imagem clara”, destacou.
DENTRO OU FORA?
— Charlie Pereira (@charliepereira_) February 22, 2026
Lance bem complicado. Tive a impressão que foi em cima da linha e que aí seria um pênalti a favor do @VilaNovaFC no clássico diante do @ACGOficial.
Imagem – TBC pic.twitter.com/fanP4CH9Xl
Além da análise técnica, o árbitro também comentou a hostilidade sofrida após a partida, envolvendo ele e suas filhas, que estavam no estádio. Uma das meninas, torcedora do Atlético, usava a camisa do clube rubro-negro. Segundo Eduardo, a situação ultrapassou o limite do respeito. “Eu sou árbitro de futebol, mas também sou cidadão. Minhas filhas têm todo o direito de torcer para quem quiserem. Uma estava com a camisa do Atlético e isso não pode ser motivo para intimidação”, afirmou.
Ele classificou como desrespeitosa a abordagem feita por dirigentes do Vila Nova, entre eles o vice-presidente colorado e presidente da Câmara Municial de Goiânia – Romário Policarpo: “Quando alguém questiona minha família ou expõe minhas filhas, isso passa do limite. É uma falta de respeito”, disse, demonstrando incômodo com o episódio.
Eduardo Tomaz também explicou como funciona a estrutura do VAR no Campeonato Goiano e o número de câmeras disponíveis para análise. “Hoje tínhamos a câmera centralizada, a baixa, câmeras atrás do gol e o PGM. Às vezes trabalhamos em competições com 27 ou até 36 câmeras, mas aqui temos menos. Mesmo assim, a condição dada é boa”, afirmou. Segundo ele, o problema é que, em determinados lances, o momento exato do contato pode ficar encoberto. “Pode acontecer de a imagem estar obstruída exatamente na hora da disputa, que foi o que aconteceu”, explicou.
Com a vitória por 2 a 0, o Atlético abriu vantagem importante na semifinal do Campeonato Goiano e pode perder por até um gol de diferença no jogo de volta, marcado para o Estádio Anésio Brasileiro Alvarenga. Já o Vila Nova precisa vencer por dois gols para levar a decisão aos pênaltis ou por três para garantir vaga direta na final.
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