O senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) pretende disputar a Presidência do Senado caso seja reeleito nas eleições de 2026. Em entrevista, o parlamentar afirmou que o objetivo é consequência da experiência acumulada ao longo do mandato e da atuação em comissões consideradas estratégicas da Casa.
Vanderlan citou a passagem pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) e a atual posição de vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) como parte da trajetória que, segundo ele, o credencia para comandar o Senado.
Eu sou determinado. Tudo o que eu me propus a fazer foi assim, como presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, Comissão de Ciência e Tecnologia, hoje vice-presidente da CCJ. Muitos projetos importantes nós aprovamos.
Segundo o senador, a intenção de disputar o comando da Casa também está relacionada à defesa de pautas que, na avaliação dele, não avançaram durante o atual mandato. Vanderlan citou pedidos de CPIs e processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Eu tenho equilíbrio, sei dialogar e vou levar essa mensagem. Sendo reeleito, eu quero ser presidente do Senado”, declarou.
“Quero ficar na história”
Ao explicar a motivação para buscar o cargo, Vanderlan afirmou que pretende utilizar a Presidência do Senado para destravar matérias que considera relevantes e que estariam paradas na Casa.
O senador mencionou requerimentos relacionados a comissões parlamentares de inquérito, incluindo a investigação sobre descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo ele, parte dos pedidos chegou a ser instalada, enquanto outras pautas não avançaram.
Vanderlan também citou pedidos de impeachment de ministros do Supremo. Na avaliação do parlamentar, o Senado precisa oferecer uma resposta à sociedade sobre essas questões.
“Vou ser presidente para ficar na história desse país, como senador que vai destravar essas pautas importantes que estão engavetadas”, afirmou.
Mandato de ministros do STF
Durante a entrevista, Vanderlan também defendeu a redução do período de permanência de ministros de tribunais superiores. Atualmente, os ministros do STF permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos.
O senador afirmou que considera adequado estabelecer um mandato de oito anos, em vez dos dez anos que havia mencionado inicialmente, fazendo uma comparação com o mandato dos senadores, que também é de oito anos.
“Não pode ser eterno. O mandato ideal aí é de dez anos, e o senador é oito anos, então o ministro tem que ser oito anos”, disse.
Vanderlan também defendeu mudanças no modelo de indicação para os tribunais superiores. Segundo ele, a escolha não deveria ficar concentrada nas mãos do presidente da República ou de governadores.
“Tem que ser por uma indicação por competência e dos quadros do Judiciário”, afirmou.
Para o senador, a discussão ganhou força no Congresso em razão de decisões e condutas que ele considera abusivas. “Não é só minha. Grande parte do Senado Federal hoje já defende essa pauta devido tanto a abusos que foram cometidos”, declarou.
Reeleição é condição para projeto
Apesar de já projetar uma eventual disputa pela Presidência do Senado, Vanderlan condiciona o plano à conquista de um novo mandato nas urnas. A eleição de 2026 será, portanto, o primeiro passo para o projeto de comandar a Casa.
O parlamentar tenta se apresentar como um nome de diálogo e equilíbrio para a função, enquanto associa sua candidatura à Presidência do Senado à promessa de colocar em discussão pautas que considera prioritárias e que, segundo ele, permanecem sem avanço no Legislativo.
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