15 de julho de 2026
SAÚDE

Vacina da gripe: quem deve tomar e quanto custa na rede privada

Opas alerta para temporada mais intensa de influenza e reforça importância da vacinação ainda no início do ano.
Vacinação contra gripe começa com alerta de maior circulação do vírus em 2026. Foto: Divulgação / Edu Kapps / SMS-Rio
Vacinação contra gripe começa com alerta de maior circulação do vírus em 2026. Foto: Divulgação / Edu Kapps / SMS-Rio

A campanha nacional de vacinação contra a gripe começou no dia 28 de março, com foco nos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Idosos, crianças e gestantes estão entre os principais públicos-alvo, diante do maior risco de complicações associadas à influenza.

O início da imunização ocorre em meio a um alerta da Organização Pan-Americana da Saúde, que aponta possibilidade de uma temporada mais precoce e intensa da doença nas Américas em 2026. Segundo o organismo, a circulação antecipada do vírus no Hemisfério Norte acendeu um sinal de atenção para os sistemas de saúde.

Influenza pode circular mais cedo

Alerta internacional indica avanço antecipado do vírus. Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

De acordo com a Opas, o principal fator para o alerta é o avanço do vírus influenza A (H3N2), que começou a circular antes do inverno em países do Hemisfério Norte.

A Organização Mundial da Saúde também recomenda reforço na vigilância epidemiológica e ampliação da cobertura vacinal, especialmente entre grupos mais vulneráveis.

Dados preliminares do Ministério da Saúde indicam mais de 14 mil casos de síndrome respiratória aguda grave em 2026, com a influenza entre os principais vírus associados às formas mais severas da doença.

Quem pode se vacinar na rede pública

No Sistema Único de Saúde (SUS), a vacinação é direcionada prioritariamente para grupos com maior risco de complicações.

Entre eles estão:

• idosos;
• crianças;
• gestantes;
• pessoas com doenças crônicas.

A vacina oferecida na rede pública é a trivalente, que protege contra três cepas do vírus influenza.

Vacina também está disponível na rede privada

Pessoas fora dos grupos prioritários podem se imunizar em clínicas particulares e farmácias. Nesses locais, a vacina disponível costuma ser a tetravalente, que oferece proteção contra quatro cepas do vírus.

Segundo a Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas, o preço varia conforme a região e o tipo de serviço, com valores a partir de cerca de R$ 90 e podendo ultrapassar R$ 180.

O atendimento na rede privada geralmente ocorre por agendamento, embora algumas unidades também ofereçam vacinação sem marcação ou até aplicação domiciliar.

Diferença entre vacina trivalente e tetravalente

Tipos variam conforme número de cepas protegidas. Foto: Ministério da Saúde

A principal diferença entre os dois tipos está na cobertura. A vacina trivalente, usada no SUS, protege contra três cepas do vírus influenza. Já a tetravalente inclui uma cepa adicional do tipo B, que pode circular com intensidade variável a cada ano.

Ambas são consideradas eficazes e seguem recomendações de organismos internacionais de saúde.

Quais os sintomas da influenza

A influenza é uma infecção respiratória causada por vírus das famílias A e B. Diferente do resfriado comum, a gripe pode provocar sintomas mais intensos. Os sinais mais comuns incluem:

• febre;
• tosse seca;
• dor no corpo;
• dor de cabeça;
• cansaço.

Em casos mais graves, a doença pode evoluir para complicações respiratórias, como pneumonia, exigindo atendimento médico.

Por que a vacina deve ser tomada todos os anos

Especialistas explicam que a vacinação anual é necessária por dois fatores principais. O primeiro é a alta capacidade de mutação do vírus influenza, que sofre alterações frequentes. Isso exige atualização constante das vacinas para acompanhar as cepas em circulação.

O segundo fator é a duração da proteção, que tende a diminuir ao longo do tempo, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas.

Vacinação é principal forma de prevenção

Segundo a OMS, a vacina continua sendo a forma mais eficaz de prevenção contra a gripe e suas complicações.

Além da imunização, medidas como higiene das mãos, uso de máscara em caso de sintomas e evitar contato com pessoas doentes também ajudam a reduzir a transmissão do vírus.


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