30 de junho de 2022
Cidades

UTIs para Covid-19 se esgotam em três hospitais estaduais

Leito de UTI para paciente com covid-19. (Foto: Enio Medeiros)
Leito de UTI para paciente com covid-19. (Foto: Enio Medeiros)

Não há vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para Covid-19 em três hospitais geridos pelo governo estadual na manhã deste domingo (5). Segundo o portal da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO), o Hutrin, em Trindade, o Hospital Regional de Luziânia e o HCamp de Águas Lindas de Goiás têm todos os leitos críticos ocupados.

Conforme os números, há 85,5% de ocupação de 135 leitos exclusivos para tratamento da doença causada pelo coronavírus Sars-CoV-2. Nesta manhã, apenas 19 estavam disponíveis, sendo sete no Nasr Faiad, em Catalão, seis no Hugol, quatro no HCamp de Goiânia e dois no Hospital de Urgências de Anápolis.

Nos leitos de enfermaria, há 61,64% de ocupação, com 84 disponíveis. A grande maioria dos leitos clínicos disponíveis está no HCamp Goiânia (29) e no Huana (27). Em Águas Lindas, só restam 13 camas de enfermaria, enquanto há nove no Hugol. Em Luziânia, apenas três estão desocupados.

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No portal não estão disponíveis os dados do HCamp e Porangatu, do Hospital das Clínicas Dr. Serafim de Carvalho, em Jataí, e do recém-inaugurado Hospital São Marcos, em Itumbiara.

Internações aumentam nas redes municipais

O número de internações também aumentou bastante na rede municipal de Aparecida de Goiânia. Conforme o boletim mais recente, divulgado neste sábado (4), 61% dos leitos de UTI para Covid-19 já estão ocupados. O crescimento fez a cidade passar do cenário verde para o laranja, avançando dois níveis na matriz de risco e impondo mais restrições, em apenas três semanas.

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Em Anápolis, as hospitalizações também fizeram a prefeitura alterar o cenário de risco de leve para moderado. Dos atuais 33 leitos de UTI para Covid-19 do município, 10 estavam ocupados na manhã deste domingo (5), o que representa 30% do total. O prefeito Roberto Naves promete ampliar a disponibilidade de leitos para 61 até meados de julho, para absorver uma eventual crescente na demanda.

Rede privada

A subida exponencial da curva de casos de infecção pelo coronavírus também está pressionando a rede privada goiana. Segundo o boletim deste sábado da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade de Goiás (Ahpaceg), 83,9% das UTIs das 22 instituições filiadas em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde e Catalão, estavam ocupadas.

O cenário é mais dramático na capital. Das 96 UTIs preparadas para atender pacientes com Covid-19, há 91% de ocupação, com 88 já preenchidos. Todos os 107 apartamentos reservados também estavam cheios. No interior, ainda há 13 dos 35 leitos disponíveis (62,8% de ocupação) e 19 dos 37 aparamentos (48,6%).

Em contrapartida, a assessoria da Unimed Goiânia, que tem 340 mil clientes, informou ao Diário de Goiás que, nesta manhã de domingo, são 44 pacientes de Covid-19 internados numa rede de 34 hospitais. O plano de saúde tem, para o atendimento geral, próximo de 500 leitos contratados que podem ser utilizados pelos seus clientes.

Na rede credenciada do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado de Goiás (Ipasgo), a ocupação é de 68% na manhã deste domingo. Dos 186 leitos de UTI para casos de Covid-19 e outras urgências e emergências, há 60 disponíveis. Conforme o Ipasgo, são 37 hospitais credenciados aptos a atender pacientes com a doença, sendo o maior deles o Garavelo, com 80 leitos exclusivos.

A assessoria do plano de assistência ressaltou que os dados podem ser alterados a qualquer momento. “Os leitos disponíveis ao Ipasgo na rede hospitalar credenciada não são exclusivos e atendem também aos outros planos de saúde, convênios com prefeituras e pacientes particulares. Por isso, a demanda de ocupação oscila rapidamente ao longo de um dia”, explicou.

Apelo

A pressão sobre o sistema de saúde levou autoridades a fazerem apelos à sociedade. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), usou as redes sociais neste sábado se dirigindo às mulheres. Ele pediu para que as mulheres não sejam “vítimas da ganância de empresários” e que ajudem a “colocar juízo” na cabeça dos demais integrantes do lar.

Na sexta-feira (3), foi o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, que pediu empatia à população da capital. “Todos hoje estamos preocupados com nossos familiares e pessoas queridas, e muitos vivem um dilema duro entre querer se proteger, de um lado, e, de outro, precisar trabalhar para dar sustento à sua família. Esses desafios, mais do que nunca, exigem espírito de união, pensar no próximo e que cada um faça a sua parte”, destacou.

Confira os hospitais da rede Ahpaceg

  • Hospital Amparo
  • Hospital Clínica do Esporte
  • Hospital do Coração de Goiás
  • Hospital do Coração Anis Rassi
  • Hospital da Criança
  • Hospital de Acidentados
  • Hospital Infantil de Campinas
  • Hospital Ortopédico de Goiânia
  • Hospital Premium
  • Hospital do Rim
  • Hospital Samaritano de Goiânia
  • Hospital Santa Bárbara
  • Hospital Santa Helena
  • Hospital São Francisco de Assis
  • Instituto de Neurologia de Goiânia
  • Instituto Ortopédico de Goiânia
  • Hemolabor
  • Hospital Evangélico Goiano (Anápolis)
  • Hospital Nasr Faiad (Catalão)
  • Hospital Santa Mônica (Aparecida de Goiânia)
  • Hospital Santa Terezinha (Rio Verde)
  • Hospital São Nicolau (Catalão)