Goiás será o local de testes de uma promissor tecnologia de combate ao mosquito Aedes aegypti, causador de doenças como dengue, zika e chikungunya. A Universidade de São Paulo (USP) lançou nesta quarta-feira (21), em parceria com a UniEvangélica, em Anápolis, a terceira fase de testes de um larvicida sustentável.
Trata-se de uma formulação fotolarvicida à base de curcumina microencapsulada, capaz de eliminar larvas do Aedes aegypti com alta eficiência e menor impacto ambiental. A tecnologia utiliza a técnica de spray-drying para encapsular a curcumina com D-manitol e amido, resultando em tabletes que se tornam altamente eficazes quando expostos à luz.
A microencapsulação também favorece a liberação controlada do princípio ativo, ampliando a eficácia em diferentes ambientes e se apresentando como uma alternativa viável aos inseticidas químicos tradicionais, frequentemente associados a riscos ambientais e à saúde humana.
A pesquisa é fruto de uma colaboração entre a UniEvangélica, USP e instituições parceiras do Brasil e dos Estados Unidos. Na UniEvangélica, o projeto tem a participação do professor Lucas Danilo Dias, coordenador do Curso de Farmácia e do Centro de Excelência de Pesquisa e Inovação Tecnológica em Saúde (CEPInova).
De acordo com o professor Lucas Dias, os resultados são expressivos. “O estudo demonstrou uma redução de 57 vezes na concentração letal necessária em comparação à curcumina livre, além de manter efeito residual por até 27 dias.”
A iniciativa ganha ainda mais relevância diante do cenário epidemiológico nacional. Em 2025, o Brasil já registra quase meio milhão de casos prováveis de dengue e mais de 200 mortes confirmadas, segundo dados do Ministério da Saúde. Além da dengue, a tecnologia pode contribuir para o controle de doenças como Zika, Chikungunya e Febre Amarela.
A equipe do projeto tem os professores e pesquisadores Vanderlei Salvador Bagnato, Lucas Danilo Dias, Alessandra Ramos Lima, Giovanni de Araujo Boggione, Mariana de Souza, Sandro Dutra e Silva, Natalia Mayumi Inada, Matheus Garbuio, Taina Cruz de Souza Cappellini e Osmar Vieira da Silva.
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