A inteligência artificial já faz parte da rotina de profissionais do Direito no Brasil e vem ganhando espaço de forma consistente em Goiás. No Estado, entre os 444 participantes da pesquisa, 62% afirmaram que os resultados práticos do uso de IA generativa superaram as expectativas iniciais. Com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2%.
A economia de tempo aparece como um dos principais benefícios. Segundo o levantamento, 23% dos profissionais estimam reduzir entre três e cinco horas semanais de trabalho com o uso da tecnologia. Outros 18% afirmam economizar entre cinco e dez horas por semana, especialmente em atividades como análise de documentos, pesquisa de jurisprudência e organização de informações.
Impacto na qualidade e nas decisões
Além da produtividade, a pesquisa aponta melhorias na qualidade das entregas. Em Goiás, 69% dos entrevistados disseram que a inteligência artificial contribuiu para aprimorar significativamente os resultados de suas atividades. Já 52% afirmaram que as ferramentas já influenciam de forma relevante decisões estratégicas e jurídicas.
O estudo foi realizado em parceria entre o Jusbrasil, seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil em diversos estados, incluindo Goiás, além da Trybe e do ITS Rio. O objetivo é acompanhar a evolução da IA no setor jurídico e fomentar o debate sobre seus benefícios e desafios.
IA impulsiona produtividade, mas exige cautela
Os dados reforçam o papel da tecnologia como aliada da produtividade: 86% dos profissionais afirmam que sua capacidade de entrega aumentou após a adoção de ferramentas de inteligência artificial.
Para o presidente da OAB-GO, Rafael Lara Martins, a tecnologia já promove uma transformação estrutural na advocacia. Segundo ele, a IA permite que advogados deixem tarefas repetitivas e se dediquem mais à estratégia, inovação e relacionamento com clientes.
Apesar dos avanços, o uso da tecnologia exige atenção. O dirigente destaca que a inteligência artificial deve atuar como ferramenta de apoio, sem substituir o julgamento humano, especialmente em contextos jurídicos complexos. Ele também ressalta a importância de estudos como esse para orientar o desenvolvimento de normas, capacitação profissional e boas práticas no uso da tecnologia.
Metodologia e alcance
A pesquisa reuniu mais de 1.800 participantes em todo o país, entre advogados, estudantes e outros operadores do Direito. Com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2%, o levantamento apresenta um panorama representativo sobre o uso e as perspectivas da IA generativa no setor jurídico brasileiro.
Os dados foram coletados por meio de formulário distribuído em canais digitais das seccionais da OAB e das instituições parceiras, ampliando o alcance e a diversidade das respostas.
O relatório completo está disponível gratuitamente e reúne análises detalhadas sobre o avanço da inteligência artificial na advocacia, apontando tendências que devem moldar o futuro da profissão no Brasil.
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