24 de maio de 2022
Política

Uso de cargo público para pagar dívidas é investigado pela Operação Compadrio

9 pessoas presas, 18 conduzidas coercitivamente e 37 mandados de busca e apreensão cumpridos – este foi o balanço da Operação Compadrio, deflagrada nesta terça-feira, 11,  pelo Ministério Público de Goiás.

A ação, realizada com apoio da Polícia Militar, busca apurar a prática de crimes contra a administração pública, realizada por uma organização criminosa instalada em órgãos públicos do Estado. O grupo é suspeito ainda de se valer de funcionários fantasmas e de empresas laranjas para instrumentalizar desvios de dinheiro público.

O procurador geral de justiça, Lauro Machado, afirmou que o autor das denúncias que originaram a Operação Compadrio, estava sendo ameaçado e isso fez com que fosse agilizada a deflagração da operação.

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Com as investigações foram  a denúncia foi feita em 2013 e que os promotores identificaram duas ramificações das ações da suposta organização criminosa “ Nós identificamos uma organização que estava fazendo uso de distribuição de cargos públicos para saudar dividas pessoais, a questão do servidor fantasma mesmo. E também algumas pessoas identificadas nessas investigações estavam criando, empresas, para contratar com o poder público fraudando a licitação”, enfatiza o procurador

O promotor responsável pela investigação é o Rafael Simonetti destacou que as buscas realizadas no primeiro dia da operação Compadrio foram bem-sucedidas e com isso alguns investigados serão ouvidos hoje.

A utilização de empresas de fachada chamou a atenção dos promotores “Tivemos duas situações esdruxulas, comparando os contratos que as pessoas têm com o poder público. Nós tivemos uma situação que o sujeito mora no interior e tem problemas com drogas, inclusive a mãe disse que nunca veio a Goiãnia, nunca foi sócio de qualquer empresa, inclusive nunca exerceu qualquer atividade empresarial. Tem outro sócio que mora em uma barraca montada sem condição nenhuma de ter qualquer contrato com o estado”. Destacou o promotor.

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Rafael Simonetti disse que os cargo público “loteados” era feito dentro de algumas secretarias desde o períodos em que o ex-deputado Tiãozinho Costa exercia o mandato. Na investigação segundos os promotores do Ministério Público os salários dos cargos que eram entregues aos servidores fantasmas eram entre R$1.800 e R$ 4.000.

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