A UPA Alair Mafra, na Vila Esperança, em Anápolis, pode ter a terceira gestão diferente no período de um ano. Na última sexta-feira (6), a prefeitura lançou chamamento público para definir a nova Organização Social responsável pela administração da unidade, hoje nas mãos da Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ). As propostas das OSs devem ser entregues em março.
O contrato em vigência foi firmado emergencialmente, por dispensa de licitação, depois de a administração retirar a OS anterior, Instituto Nacional do Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), da gestão da unidade. Posteriormente, a organização foi desabilitada pela Secretaria Municipal de Saúde.
O expurgo à gestora anterior foi em ação transmitida ao vivo pelo prefeito Márcio Corrêa. Ele e uma delegação da prefeitura, com coletes refletivos e um aparato policial, chegaram ao local para aplicar a notificação. O distrato foi feito sob acusação de falhas graves no atendimento, associadas à ausência de médicos. A organização contestou a versão e disse que a UPA operava com demanda superior à prevista em contrato.
As reclamações seguiram com a HMTJ, que também assumiu de forma emergencial o recém-inaugurado Hospital Municipal Georges Hajjar, no Leblon, que funciona como centro de internação. Há queixas não só de usuários, mas também de profissionais, que citam atrasos recorrentes no pagamento de salários e sobrecarga após redução no número de equipes.
Atualmente, apenas duas OS mantêm contratos ativos em Anápolis: a Fundação Universitária Evangélica, responsável pela atenção básica, pela UPA Pediátrica e pelo Hospital Municipal Alfredo Abrahão; e a HMTJ, que administra a UPA Alair Mafra e o Hospital Municipal Georges Hajjar.
A HMTJ, habilitada, pode concorrer ao novo processo lançado pela administração.
Promessa de reforma
A UPA Alair Mafra suspenderá o atendimento ao público a partir da manhã desta quarta-feira (11), para receber uma reforma geral. Enquanto a estrutura é transferida para o antigo Hospital Municipal Jamel Cecílio, pacientes à procura dos serviços de urgência e emergência do município deverão buscar, provisoriamente, o Hospital Municipal Alfredo Abrahão e a Unidade Mista da Vila Norte, ambos com funcionamento 24 horas.
A secretária de Saúde, Jaqueline Rocha, explica que as equipes da UPA serão divididas entre as duas unidades para que o aumento da demanda não prolongue o tempo de espera. “Decidimos fazer essa transição às vésperas do feriado do Carnaval para que a transferência cause o mínimo impacto possível”, diz a responsável pela pasta, observando que a ausência de um calendário festivo no município contribui para a falta de ocorrências típicas do período.
A ideia é iniciar os atendimentos no Hospital Municipal Jamel Cecílio no próximo domingo (15), com a instalação do gerador feita e a montagem da central de gases medicinais.
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