O agora ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) lembrou, no discurso de transmissão do cargo para Daniel Vilela (MDB), das dificuldades que teve para se confirmar pré-candidato à presidência da República, projeto pelo qual tem trabalhado desde 2023. Da negativa do União Brasil à disputa interna no PSD, Caiado afirmou que todos desacreditaram dele.
“Tudo foi feito para que o Caiado não pudesse entrar em campo. Ninguém acreditava. Partido decidiu não ter candidato e ele agora acha que pode ter chance em outro lugar? Você vê como o destino e a mão de Deus têm algo na vida. Domingo à noite recebi a ligação do presidente do PSD me informando que teria meu nome indicado para concorrer a presidente da República. É um momento especial. Não vou decepcionar meus irmãos goianos”, disse Caiado.
O pessedista comemorou o fato de poder entrar no debate presidencial e apresentar os projetos que executou ao longo da carreira política. “Agora eu vou ter a oportunidade de ir para o debate. Não existe eleição ganha no dia 31 de março. Existe o debate que as pessoas vão escolher o melhor. Quem é aquele que dá conta, num momento tão conflagrado, com escândalos de corrupção, violência, que a população vai eleger e sentará na cadeira a partir de janeiro de 2027. Nós goianos temos orgulho enorme e muita convicção de que podemos transmitir ao Brasil todo”, argumentou.
Gestos a Daniel
O ex-governador também elogiou Daniel Vilela e disse que a escolha pelo emedebista foi pessoal. Na sequência, elencou vários elogios ao emedebista e garantiu que ele dará sequência à gestão bem avaliada de Caiado por mais de sete anos.
“Ninguém me impôs o vice. Escolhi o meu vice-governador para continuar o trabalho em Goiás. Muita gente não acreditava. Diziam que escolhi muito cedo. Está aí. Me acompanhou todos os dias. Governou ao meu lado. Conhece toda parte orçamentária, municipal, estadual e sabe a realidade. Tem um patrimônio e responsabilidade de honrar o nome do pai e da família e dar continuidade a um governo. Essa pessoal jovem escolhida por mim passou por Câmara, Alego, Congresso Nacional, presidiu a CCJ e me enfrentou em 2018. Por isso que eu busquei”, frisou.
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