12 de fevereiro de 2026
Ação planejada • atualizado em 03/01/2026 às 15:01

Trump detalha que Nicolás Maduro e esposa foram detidos e transportados a New York de navio

O presidente dos EUA confirmou em entrevista à Fox News que o governo norte-americano assumirá um envolvimento direto na exploração do petróleo da Venezuela
Um dos pontos centrais da estratégia americana envolve a indústria petrolífera. Foto: Kevin Dietsch/Getty Images
Um dos pontos centrais da estratégia americana envolve a indústria petrolífera. Foto: Kevin Dietsch/Getty Images

Em entrevista à rede de TV Fox News, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, revelou detalhes sobre a operação militar de larga escala realizada na Venezuela na madrugada deste sábado (3). Trump afirmou que o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças americanas em Caracas, levados em helicóptero até um navio de guerra com destino final a New York.

Trump confirmou a autoria de uma série de bombardeios na capital da Venezuela, Caracas, e em outras três cidades do país. O presidente dos EUA contou que acompanhou a operação ao vivo por meio de agentes que participaram da missão. Trump descreveu a experiência como “ver um programa televisivo”. Ele revelou ainda que a ofensiva estava prevista para ocorrer quatro dias antes, mas foi adiada devido a condições climáticas desfavoráveis.

Detalhes da captura

Após serem detidos, Maduro e sua esposa foram levados por um helicóptero das Forças Armadas dos EUA até o USS Iwo Jima, um navio de assalto anfíbio da classe Wasp posicionado no Caribe. A embarcação, equipada com aeronaves de decolagem vertical e fuzileiros navais, segue agora em direção a New York. Até o anúncio oficial, o paradeiro do líder venezuelano era tratado como desconhecido.

De acordo com a Procuradoria-geral dos EUA, Pam Bondi, Maduro e sua esposa foram formalmente denunciados por crimes graves que incluem conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.

O processo ocorrerá na seção do Distrito Sul de Nova York, um tribunal conhecido por sua rigidez e por aplicar penas de prisão perpétua em casos de narcoterrorismo. “Em breve, eles enfrentarão toda a severidade da justiça americana em solo americano”, afirmou Bondi, sem precisar a data de início do julgamento, mas assegurando que ocorrerá “em breve”.

Noite de caos em Caracas

A ofensiva militar resultou em uma série de pelo menos sete explosões em Caracas em um intervalo de 30 minutos. Relatos de moradores indicam tremores, barulho de aeronaves voando baixo e colunas de fumaça saindo de instalações militares. Parte da capital venezuelana, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, sofreu interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Antes de sua captura, Maduro chegou a assinar um decreto declarando “estado de Comoção Exterior” e convocando a população para a “luta armada” contra o que classificou como “agressão imperialista”. O governo venezuelano sustenta que o objetivo real da operação é a pilhagem de recursos estratégicos, como minerais e petróleo.

O futuro da Venezuela e o fator petróleo

Questionado sobre quem assumirá o poder na Venezuela, Trump afirmou que ainda está decidindo o futuro do país, mencionando nomes como a líder opositora María Corina Machado e a própria vice-presidente do país, Delcy Rodríguez.

Um dos pontos centrais da estratégia americana envolve a indústria petrolífera. Donald Trump declarou que os EUA terão um “forte envolvimento” com o petróleo venezuelano, embora tenha garantido que a China continuará recebendo o produto. Documentos e análises indicam que o controle das reservas venezuelanas, consideradas as maiores do mundo, é um interesse estratégico central para Washington.

A pressão sobre o regime de Maduro intensificou-se desde agosto de 2025, quando os EUA ofereceram uma recompensa de US$ 50 milhões pelo líder venezuelano e elevaram a presença militar no Caribe sob o pretexto de combate ao narcotráfico. Trump revelou que chegou a conversar por telefone com Maduro há uma semana, mas recusou uma tentativa de negociação para uma saída pacífica do poder.

Reações Internacionais

Enquanto a gestão de Maduro classifica a ação como uma agressão imperialista, lideranças internacionais, incluindo o presidente Lula e a Organização das Nações Unidas (ONU), expressaram profunda preocupação com a violação da soberania nacional.

No Brasil, Lula classificou o ataque como “inaceitável” e alertou para a criação de um “precedente perigoso”. A nível mundial, o chefe da ONU expressou preocupação com a estabilidade da América Latina. Horas antes do ataque, Maduro havia recebido um representante de Pequim, reforçando os laços entre os dois países.


Leia mais sobre: / / / / Mundo