14 de outubro de 2026
ELEIÇÕES 2026 • atualizado em 24/08/2026 às 18:03

Três candidatos em Goiás são alvos de pedidos de impugnação pelo MPE

Há ainda dois candidatos a deputado federal que foram alvos de notícia de inelegibilidade pela coligação do PT
Justiça Eleitoral ainda vai julgar pedidos de registro de candidatura. (Foto: TRE-GO)
Justiça Eleitoral ainda vai julgar pedidos de registro de candidatura. (Foto: TRE-GO)

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a impugnação de três registros de candidatura em Goiás. São alvos das petições Adair Henriques Silva, que concorre a deputado federal sob o nome de Vovô do Jeep (); Ricardo Fortunato (Democrata) e Lidevam Lima (), ambos candidatos a deputado estadual. A informação foi divulgada primeiro pelo jornal O Popular.

Os três foram prefeitos de Bom Jesus de Goiás, Trindade e Serranópolis, respectivamente, e tiveram contas de administração reprovadas por órgãos de controle, o que leva à inelegibilidade. Nos três casos, até a tarde desta segunda-feira (24), a Eleitoral ainda não decidiu se defere ou indefere os pedidos de registro de candidatura.

Vovô do Jeep teve contas julgadas irregulares em 2020 pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por ocasião da falta de comprovação de destinação de recursos federais, além de contratação irregular de artistas. Também teve os direitos políticos cassados em ação de improbidade.

Fortunato também teve contas julgadas irregulares pelo TCU na aplicação de recursos federais destinados para urbanização e em Trindade. Ele nega irregularidades e diz que os acórdãos não comprovam dolo específico.

Lidevam, por sua vez, teve as contas reprovadas pela Câmara Municipal de Serranópolis depois de parecer do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), por “insanáveis ilícitos fiscais”. O ex- também foi cassado por captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômio.

Notícia de inelegibilidade

Outros dois candidatos a deputado federal foram denunciados à Justiça Eleitoral pela coligação do PT, mas não houve representação do MPE. Tratam-se de Henrique Arantes (PSDB) e Paulo da Farmácia (Republicanos).

O primeiro teve contas julgadas irregulares pelo TCU pelo período em que secretário de Cidadania em Goiás e geria convênio com o Ministério do Trabalho e Emprego em ações de qualificação. Ele diz que o acórdão não apontou dolo e confia no registro de candidatura.

Paulo da Farmácia, por sua vez, teve contas reprovadas pelo TCU por não comprovar a boa aplicação de recursos do Programa Farmácia Popular, de 2014 e 2015, pela empresa da qual é proprietário.


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