19 de agosto de 2022
Cidades

Três adolescentes são suspeitos de planejar ataque a escolas em Montividiu

Armas foram encontradas nas casas dos adolescentes. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Armas foram encontradas nas casas dos adolescentes. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Três jovens de 17 anos são suspeitos de planejar ataques a escolas de Montividiu, na região sudoeste de Goiás. O grupo foi desarticulado na manhã desta quarta-feira (2), em operação da Polícia Civil.

A ação teve apoio do Departamento de Investigação Federal dos Estados Unidos (FBI, na sigla em inglês), que identificou os jovens e parte das mensagens trocadas por eles via Facebook. A Polícia Civil localizou os suspeitos em Montividiu.

A Justiça autorizou mandados de busca e apreensão, cumpridos na cidade e na zona rural do município.

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De acordo com a Polícia Civil, nas conversas, foi possível identificar o plano e até mesmo a divisão de tarefas que haveria entre os integrantes.

Nas residências, além de facas de caça, foram localizadas também armas de fogo e munições de alto calibre. Todos os envolvidos foram conduzidos para a Delegacia Polícia Civil onde foram realizados os procedimentos.

Segundo o delegado Adelson Candeo, os jovens não têm antecedentes criminais e falavam em trabalhar para comprar armas. “É um perfil diferente do que estamos acostumados”, disse.

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“Esses jovens se preparavam juntando armas de fogo, armas brancas e, inclusive, gasolina em seus planos para executar os ataques”, destacou.

Candeo pontuou ainda que os jovens estavam frustrados pela proibição às aulas presenciais. “Não havia data certa para que eles acontecessem. Nas mensagens, os jovens reclamam das escolas estarem fechadas em razão da pandemia”.

Caso em Goiânia

Na semana passada, um adolescente de 16 anos foi apreendido por planejar ataque a escolas em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, os planos do rapaz foram descobertos por uma troca de mensagens que indicava a intenção de atacar os centros de ensino.

O jovem, revelou a PC, participava de grupos que planejam massacres a escolas e de apoio à doutrina nazista. Também foram encontradas anotações e desenhos feitos à mão, cujas imagens fazem menção ao nazismo. Os policiais também encontraram evidência de ato infracional análogo ao crime de racismo.