17 de fevereiro de 2026
DANO AMBIENTAL

Toneladas de lixo flutuando no Rio Meia Ponte alarmam Dema, que articula instalação de ecobarreiras

Cenas foram registradas acima de Hidrolândia; delegado diz que volume é assustador e cobra ação conjunta na Região Metropolitana
Toneladas de lixo foram carreadas para o leito do Meia Ponte - Foto: reprodução de vídeo
Toneladas de lixo foram carreadas para o leito do Meia Ponte - Foto: reprodução de vídeo

Cenas impressionantes de toneladas de lixo flutuando dentro do Rio Meia Ponte nos últimos dias chamaram a atenção da Delegacia Estadual do Meio Ambiente (Dema). As cenas foram captadas acima de Hidrolândia na Região Metropolitana de Goiânia.

A origem do lixo, para o titular da Dema, delegado Luziano de Carvalho, é diversa e não há como responsabilizar as prefeituras de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo de onde ele crê estar saindo a maior parte do lixo para o leito do rio. Ele exemplifica que empresas e a população também não tem ajudado e que os esgotos têm levado todo tipo de embalagens para o rio, de isopor a plásticos e garrafas diversas.

O delegado afirmou ao Diário de Goiás  nesta sexta-feira (30) que  pretende articular urgentemente a instalação de ecobarreiras envolvendo órgãos municipais e empresários da Região Metropolitana, especialmente. A ideia é armar cabos de aço para segurar o lixo flutuante e depois recolher os detritos. Ele acredita que o volume em toneladas será assustador. Luziano tem um projeto antigo de recuperação nascentes que já atendeu 250 nascentes do Meia Ponte e 109 nascentes do João Leite.  

“É preciso tratar a natureza como prioridade. Recursos existem, afirma o delegado.

Mais cedo, em entrevista à Rádio Difusora Luziano disse que a situação causou espanto até nele mesmo. “Olha tenho conhecimento do histórico do Rio Meia-Ponte, em especial depois que passa pela Região Metropolitana, ou seja, Goiânia, Senador Canedo, Aparecida de Goiânia e outras cidades, e é considerado o sétimo rio mais poluído do Brasil. Mas eu não sabia que era tão grave assim. Quando você vê toneladas de lixo, de resíduos flutuantes, ou seja, as embalagens, as garrafas, todo tipo de resíduo já estaria passando por cima”, apontou. 

O delegado disse que não vê meios para indiciar prefeituras ou pessoas individualmente devido à contribuição coletiva para o crime ambiental de poluir o mais importante rio da região.

“Para realmente minimizar esse problema sério, de imediato, nós vamos instalar as denominadas ecobarreiras”, citou. Para ele, uma coleta seletiva que retire das ruas esse tipo de embalagem altamente poluente e que é reaproveitável, também tem que ser levada a sério nos municípios.


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