12 de julho de 2026
Operação Regra Três

TJGO revoga prisões de ex-presidente da Câmara de Rio Verde

Idelson Mendes é beneficiado por decisões liminares do Tribunal de Justiça de Goiás, que considerou as prisões preventivas sem fundamentação concreta
Ex-presidente da Câmara de Rio Verde, Idelson Mendes teve duas prisões preventivas revogadas pelo TJGO. Foto: Reprodução/Câmara de Rio Verde.
Ex-presidente da Câmara de Rio Verde, Idelson Mendes teve duas prisões preventivas revogadas pelo TJGO. Foto: Reprodução/Câmara de Rio Verde.

O ex-presidente da Câmara Municipal de Rio Verde, Idelson Mendes, teve duas prisões preventivas revogadas pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), em decisões liminares proferidas no âmbito da Operação Regra Três. A quarta fase da operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Goiás (MPGO), no último dia 5 de fevereiro de 2026.

A investigação apura supostas fraudes em processo licitatório para a realização de concurso público da Câmara Municipal, com indícios de direcionamento para favorecer o Instituto Delta Proto, entidade ligada ao delegado Dannilo Proto.

Além da prisão preventiva, houve também uma prisão em flagrante por posse de arma de fogo. No entanto, ao analisar os pedidos de habeas corpus, o TJGO entendeu que as prisões tinham caráter excepcional e não estavam devidamente fundamentadas em elementos concretos que justificassem a manutenção da custódia cautelar.

Com a revogação, o tribunal impôs medidas cautelares alternativas, como o afastamento de Idelson Mendes de qualquer função pública, a proibição de contato com outros investigados e o impedimento de acesso às dependências da Câmara Municipal de Rio Verde.

Fase anterior

Em uma fase anterior da operação, em meados do ano passado, a Justiça determinou mandado de busca e apreensão na residência de Idelson e o bloqueio de R$ 415,4 mil em bens do vereador. Ele era apontado como parte importante do esquema criminoso liderado pelo delegado Dannilo Proto, como membro do núcleo de agentes públicos envolvidos nos crimes investigados. Dannilo e a esposa foram denunciados por prejuízos em mais de 40 licitações em Rio Verde.


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