09 de setembro de 2026
Relatório • atualizado em 28/09/2024 às 15:09

TikTok é incluído no monitoramento de violência online contra jornalistas; número de ataques é alarmante

De 12 a 18 de setembro, foram analisadas 160 mil postagens no TikTok que resultaram em 491 ataques
Rede social TikTok foi incluída no monitoramento sobre violência online contra jornalistas e veículos de comunicação. (Foto: Divulgação).
Rede social TikTok foi incluída no monitoramento sobre violência online contra jornalistas e veículos de comunicação. (Foto: Divulgação).

A rede social TikTok foi incluída no monitoramento sobre online contra jornalistas e veículos de comunicação no período eleitoral brasileiro. De 12 a 18 de setembro, foram acompanhados nessa rede 17 perfis e selecionados 596 termos ofensivos usados para a coleta e filtragem das publicações, totalizando quase 160 mil postagens analisadas, que resultaram em 491 ataques à imprensa. As informações são da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

Em comparação, no mesmo período o Instagram, com 50 vezes mais contas monitoradas, foi palco de 1.193 ataques. Já o Já o X registrou apenas 48, lembrando que a rede do bilionário Elon Musk segue bloqueada no Brasil desde 31 de agosto sob ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). O número de canais monitorados nesta semana foi expandido, totalizando 868 no Instagram e 451 no X, além da inclusão dos 17 canais de meios de comunicação no TikTok.

Segundo a FENAJ, o objetivo dos ataques é estigmatizar jornalistas e veículos e descredibilizar o trabalho da imprensa na cobertura das eleições municipais. No TikTok, os veículos mais atacados foram Metrópoles, com 199 comentários, UOL, com 107, e Folha de S.Paulo, com 36.

Após o episódio da cadeirada desferida pelo candidato José Luiz Datena (PSDB) no também candidato (PRTB) durante um debate na TV , no dia 15 de setembro, dois jornalistas foram alvos centrais de ataques. Pedro Meletti, que apresentou uma Cronologia da Cadeirada na CNN, e Diego Sarza, do UOL. O jornalista liderou a lista no período monitorado com 208 ataques, seguido por Sarza, com 168.

Meletti foi acusado por apoiadores de Marçal de fazer “jornalismo militante” e de tentar justificar a cadeirada. Já o repórter do UOL foi atacado depois de pedir uma declaração a Marçal quando ele chegava para o debate na RedeTV!. Os apoiadores de Marçal, definiram o jornalista como “militante” e “parcial”.

Relatório de monitoramento

Este é o quarto relatório de monitoramento de ataques on-line contra a imprensa nas Eleições de 2024, que cobre a quarta semana de eleitoral (12 a 18 de setembro). O projeto está sendo realizado em parceria com o Labic/UFES. A Coalizão em Defesa do Jornalismo está monitorando, desde o dia 15 de agosto, contas de jornalistas, meios de comunicação em 9 capitais do Brasil (Porto Velho/RO, Belém/PA, Fortaleza/CE, Maceió/AL, /MT, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP, Florianópolis/SC e Porto Alegre/RS) e de candidatos/as em todas as capitais, nas plataformas de redes sociais Instagram, X e, a partir deste relatório, TikTok.

São registradas postagens com termos e hashtags ofensivas e estigmatizantes contra o trabalho da imprensa no âmbito da cobertura eleitoral. Episódios de ataques e violações ao trabalho da imprensa fora das redes também estão sendo acompanhados. A análise dos principais resultados do levantamento será publicada toda semana, até a realização do segundo turno. Ao final das eleições, um relatório consolidará a avaliação do período monitorado e trará recomendações às autoridades e plataformas digitais.


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