12 de julho de 2026
FIM DA CHANTAGEM

TCM-GO comemora promulgação da PEC que reconhece essencialidade de tribunais de contas

Tribunal é constantemente ameaçado de extinção para tentar forçar aposentadorias de conselheiros e abrir vaga para deputados
Sede do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás, agora reconhecido como essencial por emenda constitucional.
Sede do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás, agora reconhecido como essencial por emenda constitucional.

O presidente do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO), Joaquim Alves de Castro Neto, comemorou a promulgação da Emenda Constitucional da Essencialidade, que reconhece todos os tribunais de contas do país como instituições permanentes e essenciais para o controle externo.

Joaquim trata a mudança na legislação como uma “conquista” e diz que ela representa uma “inestimável vitória não apenas para as instituições, mas para a sociedade brasileira, simbolizando um avanço estrutural na valorização e na garantia da boa governança”.

O texto, aprovado no Congresso, foi promulgado nesta terça-feira (5). A partir de agora, tribunais de contas dos estados, do Distrito Federal e dos municípios passam a ser órgãos permanentes. O texto passou pelo Senado em 2022 e, na Câmara, em novembro do ano passado. Hoje são 32 tribunais de contas estaduais e municipais, além do Tribunal de Contas da União (TCU). O emenda também veta a instalação de novos tribunais de contas.

Na avaliação dos conselheiros do TCM-GO, o tribunal agora será protegido de pressões políticas que comumente partem da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). No ano passado, por exemplo, a Casa voltou a ameaçar extinguir o tribunal caso Valcenôr Braz e o próprio Joaquim de Castro não se aposentassem para abrir espaço para a nomeação dos deputados Talles Barreto (UB) e Virmondes Cruvinel (UB) para o cargo de conselheiro.

Nos últimos 16 anos, a Alego ameaçou o TCM-GO em seis oportunidades sempre com a pressão pela aposentadoria de conselheiros – para nomeação de algum deputado. O resultado: há 21 conselheiros aposentados, o que representa três nomes para cada um dos sete na ativa.

“A nova emenda constitucional consolida a estabilidade e o status constitucional desses órgãos, blindando-os contra tentativas locais de extinção ou enfraquecimento funcional. Ao definir os Tribunais de Contas como essenciais, a Constituição Federal passa a vedar expressamente a extinção desses órgãos, garantindo que o controle externo seja perene, técnico e independente”, disse o presidente do TCM-GO.

Segundo ele, a emenda constitucional também “protege o interesse público ao assegurar a autonomia funcional e administrativa dos tribunais” e “consolida uma atuação preventiva”.

“O objetivo é, cada vez mais, chegar antes do desperdício do dinheiro público, protegendo recursos destinados à educação, saúde e segurança antes que eles sejam mal aplicados”, frisou. “A proteção legal consolida o entendimento de que a fiscalização é inegociável para a democracia. A partir de hoje, 5 de maio de 2026, os Tribunais de Contas estão mais fortes, e o controle externo, mais eficiente”, completou.


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