O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) decidiu em julgamento nesta quarta-feira (14) que a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) não tem mais dependência econômica da prefeitura. A decisão é um marco para a gestão do prefeito Sandro Mabel (UB), que atuou desde o início da gestão para reverter o entendimento da Corte de Contas ainda na administração de Rogério Cruz (SD).
Em entrevista exclusiva ao DG, Mabel definiu a reconstrução da Comurg como “uma das maiores negociações” que já fez na vida. “E com êxito”, completou.
O prefeito se refere ao Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) enviado ao TCM em agosto do ano passado, além do Plano de Reestruturação e Recuperação da Comurg, publicado em fevereiro de 2025, que determinou um aporte de R$ 190 milhões da prefeitura para pagamento de dívidas trabalhistas, precatórios, requisições de pequeno valor e déficit operacional. O objetivo era tornar a companhia suficiente em até dois anos, mas o resultado foi antecipado.
A administração também se comprometeu com a redução do número de servidores cedidos a outros órgãos, o enxugamento da frota de veículos e a possibilidade de prestar serviços a terceiros, como poda de árvores e recolhimento de resíduos para empresas privadas.
“Essa decisão foi baseada em duas coisas. Primeiro, na credibilidade que nós trazemos como empreendedor, como gestor. Nós mudamos. O ajuste foi feito na empresa. E vão ter ainda mais ajustes, mas é uma empresa que começa a enxergar a luz no fim do túnel, o que antes não acontecia”, destacou.
Para Mabel, o fim da dependência da Comurg trará alívio também ao caixa da prefeitura. “Todo passivo financeiro da Comurg saia do caixa e havia pressão sobre as finanças da prefeitura. Isso ajuda a gestão em reavaliação de capacidade de pagamento. Se nós ficássemos de molho dentro da prefeitura, o nosso Capag C, não conseguiríamos pegar 1/100 a mais de financiamento. Isso inviabilizaria uma série de providências que nós queremos tomar até na saúde”, disse.
O prefeito considera que uma Comurg dependente do caixa do Paço “inviabilizaria a prefeitura de Goiânia”.
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