20 de maio de 2024
Economia

Taxa de desemprego a longo prazo em Goiás é a menor do Brasil

O percentual de pessoas desocupadas que estão há mais de dois anos procurando emprego no Estado é de 0,5%, enquanto que a média nacional é superior a 2,4%
Em Goiás o resultado vai na contramão do cenário mundial.Foto: Sedi
Em Goiás o resultado vai na contramão do cenário mundial.Foto: Sedi

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), consolidados pelo levantamento estadual feito pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisas e Estatísticas (IMB), Goiás registra a menor taxa de desemprego a longo prazo do país. O percentual de pessoas desocupadas que estão há mais de dois anos procurando emprego no Estado é de 0,5%, enquanto que a média nacional é superior a 2,4%.

Os dados foram compilados com base na última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), relativa ao terceiro trimestre de 2022. Na comparação, o Estado apresentou queda de 0,5%, deixando a quinta posição, passando a ocupar a primeira, em menor percentual.

Comparação

O resultado favorável vai na contramão do observado no cenário mundial. No período pós-pandemia, a taxa de desemprego a longo prazo assume posição de destaque na composição do desemprego no mundo. Segundo dados da agência norte-americana Bureau of Labor Statistics, nos Estados Unidos, por exemplo, antes da pandemia o percentual era de 19% da taxa de desemprego total, no pós-pandemia, em 2021, passou para 42%.

A taxa de desemprego de longo prazo é caracterizada a partir da taxa de desocupação e do tempo de procura por emprego, e é definida quando um trabalhador está à procura de um emprego há mais de dois anos. Segundo a Secretaria de Políticas Econômicas (SPE), esse grupo é formado majoritariamente por pessoas do sexo feminino, pessoas jovens e pessoas com baixa escolaridade.

Dados em Goiás

Ainda de acordo com a última PNAD, o rendimento médio de todos os trabalhos das pessoas ocupadas teve um aumento em Goiás, atingindo 6,4%. O percentual representa o maior crescimento relativo dos últimos 11 anos.

No terceiro trimeste deste ano, Goiás atingiu posições históricas em indicadores do mercado de trabalho, entre eles o maior estoque de pessoas ocupadas, que alcançou a marca de 3,7 milhões, e a menor taxa de desocupação dos últimos 8 anos, em 6,1%. Os indicadores foram importantes para aumentar o volume da massa de rendimento médio mensal, que alcançou o maior resultado em 11 anos, com o valor de R$ 9,8 bilhões.


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