15 de julho de 2024
Conclusão • atualizado em 27/12/2023 às 11:13

Substância utilizada para envenenar Leonardo e Luzia foi introduzida em bolos no pote, conclui polícia

Sem sabor e sem cheiro, a substância foi colocada nos potes em uma alta dosagem. Vítimas apresentaram lesões em vários órgãos
Por questões de conduta ética, a polícia não irá divulgar a substância utilizada para envenenar as vítimas. (Foto: Reprodução/redes sociais).
Por questões de conduta ética, a polícia não irá divulgar a substância utilizada para envenenar as vítimas. (Foto: Reprodução/redes sociais).

Na manhã desta quarta-feira (27), a Polícia Técnico-Científica realizou uma coletiva para trazer detalhes sobre laudos do caso da advogada Amanda Partata, suspeita de matar o ex-sogro, Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e da mãe dele, Luzia Tereza Alves, de 86. Na coletiva, a polícia confirmou que os bolos no pote foram alterados com a substância responsável pelas mortes.

Por questões de conduta ética, a polícia não irá divulgar a substância utilizada para envenenar as vítimas. A confirmação é de que se trata de um óxido inorgânico encontrado em 2 dos 4 bolos no pote periciados. Rafaella Marques Barbosa, médica legista do Departamento de Patologia Forense afirmou: “Faleceram por conta da ação da substância nos órgãos”.

A perita criminal Mayara Cardoso informou nesta quarta-feira (27), que foi realizado um exame toxicológico em amostras coletadas no local do crime e amostras retiradas dos corpos das vítimas. “A substância não é comercializada facilmente como um agrotóxico. No comércio comum seria muito difícil de comprar, mas pela internet seria possível conseguir a substância”.

Sem sabor e sem cheiro, a substância foi facilmente colocada nos potes, sem preciso romper os lacres. A dose colocada foi severamente alta, e a sustância mesmo em pequenas doses é tóxica e letal.  Conforme a Polícia Científica, o suco, que antes era provável de ter sido utilizado para o envenenamento, foi descartado. Isso porque, sendo uma substância inorgânica, o composto utilizado para envenenar as vítimas seria dificilmente dissolvido no líquido.

Vale lembrar que a Polícia Civil descartou o envolvimento da doceria Perdomo Doces (Mariana Perdomo). Durante a coletiva a polícia científica destacou que o lote de produtos averiguado pelas autoridades e foi recolhido de todas as lojas não possuia a substância.

Relembre o caso

No domingo (17) após consumirem um bolo no pote, Leonardo e a mãe apresentaram um grave quadro de dor abdominal, diarreia e vômito. Em menos de 12 horas após o primeiro sintoma, ele morreu. Luzia resistiu por mais tempo, chegando a falecer na madrugada de segunda-feira (18) em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Agentes da Delegacia prenderam Amanda Partata Mortoza como principal suspeita pelas mortes. A mulher, que se identifica como psicóloga, seria ex-companheira de um filho de Leonardo. No dia em que a tragédia se tornou pública, foi divulgado que Amanda também teria ingerido um bolo.

Uma possível motivação é de que Amanda estaria indignada com o término do relacionamento com o filho de Leonardo. A polícia constatou que ela utilizava perfis falsos para ameaçar o ex-namorado, com quem manteve apenas um mês e meio de relacionamento.


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Elysia Cardoso

Jornalista formada pela Uni Araguaia em 2019