15 de julho de 2026
SAÚDE

SRAG: quais vírus causam a síndrome respiratória grave e por que preocupa

Influenza, Covid-19 e outros vírus respiratórios estão associados aos quadros mais severos que pressionam o sistema de saúde em Goiás.
SRAG pode evoluir rapidamente e sobrecarregar o sistema de saúde. Foto: Governo de SC / Divulgação / Arquivo
SRAG pode evoluir rapidamente e sobrecarregar o sistema de saúde. Foto: Governo de SC / Divulgação / Arquivo

O aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SRAG, colocou Goiás em alerta e levou à decretação de emergência em saúde pública por 180 dias. Até meados de abril, o estado já havia registrado mais de 2,5 mil ocorrências, com impacto direto na ocupação de leitos de UTI.

Apesar do nome, a SRAG não é uma doença específica, mas sim uma condição clínica grave que pode ser provocada por diferentes vírus respiratórios e que exige atenção médica imediata. Confira a seguir.

O que é a SRAG

A Síndrome Respiratória Aguda Grave é uma evolução de quadros respiratórios comuns que passam a comprometer a função pulmonar. Em geral, começa como uma síndrome gripal, com sintomas como febre, tosse e dor de garganta, mas evolui para sinais mais severos.

Especialistas explicam que o principal indicativo de gravidade é a queda na oxigenação do sangue, o que provoca falta de ar, cansaço intenso e dificuldade para realizar atividades simples. O cenário pode levar à necessidade de internação hospitalar.

O Hospital Israelita Albert Einstein descreve que, nos casos mais críticos, o paciente pode precisar de suporte com oxigênio, medicamentos intravenosos e até ventilação mecânica.

Quais vírus podem causar SRAG

Diversos agentes infecciosos estão associados aos quadros de SRAG. Entre os principais estão:

Influenza

O vírus da gripe, especialmente subtipos como H3N2, é um dos principais responsáveis por casos graves. Segundo o Ministério da Saúde, a influenza está frequentemente ligada a hospitalizações, principalmente entre idosos e pessoas com comorbidades.

Covid-19

O vírus SARS-CoV-2 segue como uma das causas relevantes de SRAG. Mesmo após o período mais crítico da pandemia, a doença ainda pode evoluir para formas graves, especialmente em grupos de risco.

Vírus sincicial respiratório (VSR)

Muito comum em crianças, o VSR é o principal causador de bronquiolite. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, esse vírus é uma das principais causas de internação pediátrica por problemas respiratórios.

Rinovírus

Associado ao resfriado comum, o rinovírus costuma causar quadros leves, mas pode evoluir para complicações em pessoas vulneráveis, como idosos ou pacientes com doenças crônicas.

Outros vírus respiratórios

A lista inclui ainda adenovírus e metapneumovírus, que também podem desencadear quadros graves dependendo da condição do paciente.

Por que a SRAG preocupa

A principal preocupação com a SRAG é a rápida evolução do quadro clínico. Em poucos dias, sintomas leves podem se transformar em insuficiência respiratória. Dados do Ministério da Saúde mostram que a síndrome está entre as principais causas de internação por doenças respiratórias no país, especialmente durante períodos de maior circulação viral.

Além disso, a pressão sobre o sistema de saúde aumenta significativamente, com maior demanda por leitos de UTI e suporte intensivo.

Sintomas de alerta

Os sinais que indicam agravamento incluem:

  • falta de ar ou respiração ofegante;
  • febre persistente ou alta;
  • cansaço extremo;
  • coloração arroxeada nos lábios ou extremidades;
  • queda na saturação de oxigênio.

Diante desses sintomas, a orientação é buscar atendimento médico imediato.

Como é feito o tratamento

O tratamento varia conforme a gravidade do caso. Em situações moderadas, pode envolver acompanhamento clínico e medicação. O suporte precoce é considerado fundamental para reduzir complicações. Já nos quadros graves, são necessárias intervenções como:

  • oxigenoterapia;
  • uso de medicamentos intravenosos;
  • fisioterapia respiratória;
  • internação em UTI;
  • ventilação mecânica em casos extremos.

Prevenção é a principal estratégia

A vacinação segue como a principal forma de evitar casos graves de SRAG. O Ministério da Saúde recomenda a imunização contra influenza e Covid-19, especialmente para grupos mais vulneráveis.

Outras medidas importantes incluem:

  • higienização frequente das mãos;
  • uso de máscaras em ambientes de risco;
  • evitar contato com pessoas com sintomas respiratórios;
  • manter ambientes ventilados.


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