Os sócios do Jóquei Clube de Goiás conseguiram, nesta sexta-feira (16), a reintegração de posse da área do estacionamento do clube, localizado no centro de Goiânia. A informação foi compartilhada pelo último presidente do clube, o médico Fausto Gomes. Ele enviou imagens de oficiais de Justiça e policiais militares durante a reintegração, que foi acompanhada por ele e pelo advogado do grupo, Rafael Zardini.
“Acabamos de fazer a reintegração de posse do estacionamento do Jóquei Clube de Goiás, que esteve sob domínio da Faculdade Padrão durante décadas, desde o início daquele contrato irregular que culminou com a destruição do Clube”, informou Gomes. Ele lidera uma chapa para eleger a nova diretoria do Jóquei, em eleição na próxima segunda-feira (19), tendo outra chapa também na disputa, como oposição, liderada pela advogada Nívea Cristina Ribeiro de Paula.
Destruição do clube
“A [reintegração de] posse é apenas uma parte da decisão judicial. Estão condenados a pagar por todos os crimes, descumprimento de contrato e destruição do Jóquei”, informou Gomes em mensagem ao Diário de Goiás.
Além de ações relacionadas à instituição de ensino que esteve à frente do clube – e que já perdeu algumas dessas ações -, o grupo de sócios ligado ao médico também entrou na Justiça para tentar barrar uma iniciativa do prefeito Sandro Mabel (UB). O prefeito decretou a desapropriação do imóvel, mergulhado em elevadas dívidas fiscais, como mostrou o DG em novembro, mas diversos sócios discordam do processo e justificam, inclusive, que parte das dívidas cabe à Faculdade Padrão.
Na tarde desta sexta-feira, a reportagem procurou ouvir a Faculdade Padrão que ficou de encaminhar manifestação através da assessoria jurídica, o que ainda não ocorreu. O espaço permanece aberto.
Estacionamento em área vital
Segundo informaram Fausto Gomes e Rafael Zardini em entrevista nesta sexta ao Jornal do Meio Dia do SBT, a Justiça determinou que a Faculdade Padrão recupere a área degradada, pague multas e responda por irregularidades no contrato. A área que era explorada como estacionamento, antes tinha piscinas e outros bens de lazer do clube e, no subsolo, um córrego ligado ao Bosque dos Buritis que teria sofrido danos ambientais, assim como as árvores que abrigava.
Eles consideram a reintegração o primeiro passo para a reestruturação do Jóquei Clube, que enfrentou prejuízos financeiros e patrimoniais ao longo de anos de disputa judicial.
“Agora nós vamos buscar reparar um pouco do prejuízo que o Jóquei sofreu ao longo desses muitos anos. A gente sabe que é quase irreparável, porque é um prejuízo moral, material, entretanto, o que for possível fazer, nós estamos prontos para poder trabalhar em prol disso”, afirmaram.
A diretoria agora avalia como o espaço será usado, incluindo a possibilidade de explorar o estacionamento para gerar recursos e manter as atividades do clube em benefício dos associados e da cidade.
“Estamos na eminência de uma eleição, mas a diretoria já está estudando se vai explorar [o estacionamento] para gerar superávit operacional para o clube ou de que forma vai ser melhor utilizada em prol dos joqueanos e também em prol do município de Goiânia. Haja vista que até servindo como estacionamento ela [a área] auxilia, pelo menos momentaneamente, a população de Goiânia que necessita de estacionamento no centro”, reforçaram.
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