21 de julho de 2024
DIA D • atualizado em 30/10/2023 às 18:27

Sob ameaça de CPI, Equatorial participa de audiência pública amanhã na Assembleia

Empresa terá de explicar as falhas e apresentar planos de trabalho e de investimento para evitar o agravamento
Quedas no fornecimento de energia causaram prejuízos e foram questionadas pelos deputados. Foto: EBC
Quedas no fornecimento de energia causaram prejuízos e foram questionadas pelos deputados. Foto: EBC

As frequentes quedas de energia em Goiás tomaram uma proporção tão grande que a Assembleia Legislativa (Alego) realiza amanhã, 31, uma audiência pública com diretores da Equatorial Energia, com transmissão ao vivo. A audiência, marcada para 9h, foi definida como alternativa que pode evitar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

A proposta de CPI foi apresentada pelo deputado estadual Gugu Nader (Agir). Nos últimos dias ele vem declarando que espera explicações sobre as interrupções frequentes no fornecimento de energia elétrica.

Medo de agravamento

Mas o parlamentar também quer que a Equatorial apresente seu planejamento para evitar que a situação se agrave ainda mais no período de chuvas intensas, que está por vir.

Nas últimas semanas, em quase todas as sessões, deputados da situação e da oposição têm usado a Tribuna do Plenário da Alego para relatar problemas em suas regiões, causados pela irregularidade no abastecimento de eletricidade por parte da concessionária. Eles dão eco à queixa de produtores rurais, empresários, comerciantes e do consumidor doméstico, afetados pelo problema.

Explicações insuficientes

A decisão de aguardar a audiência primeiro, antes de colher assinaturas para a CPI, foi tomada no dia 2 de outubro. Na ocasião, como mostrou reportagem do Diário de Goiás, o CEO da Equatorial em Goiás, Lerner Jayme, prestou esclarecimentos ao presidente da Alego, Bruno Peixoto, e a deputados de comissões como a de Defesa dos Direitos do Consumidor e de Educação.

Ele reconheceu os problemas, citou a herança de uma estrutura defasada e os investimentos feitos pela empresa, mas a audiência foi mantida.

A audiência deve ser conduzida pelas três comissões. O parlamentar garante que já conseguiu apoio verbal de mais de 16 deputados, número suficiente para a instalação de uma CPI.

Diretoria vai participar

Vão participar da audiência o presidente da Equatorial Goiás e diretores da Holding, informou a assessoria de imprensa.

Em nota, a empresa descreveu a Audiência Pública como uma oportunidade de discussão ampla do poder público, das instituições e da sociedade civil, visando uma comunicação transparente e esclarecimentos à população.

“Por sua vez, o papel da empresa é o de dialogar e apresentar o seu serviço e operação, fornecendo as explicações e esclarecimentos necessários.”

Desafio grande


Por fim, a Equatorial reconhece que seu desafio em Goiás é grande, mas assegura que a dimensão do trabalho que está sendo executado também é.

“A distribuidora tem convicção da sua capacidade em transformar a realidade do setor elétrico goiano, assim como vem realizando nos outros estados onde atua, e tem a convicção de que a população vai perceber, gradativamente, os efeitos e os resultados das ações em andamento”, finaliza a nota.


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Marília Assunção

Jornalista formada pela Universidade Federal de Goiás. Também formada em História pela Universidade Católica de Goiás e pós-graduada em Regulação Econômica de Mercados pela Universidade de Brasília. Repórter de diferentes áreas para os jornais O Popular e Estadão (correspondente). Prêmios de jornalismo: duas edições do Crea/GO, Embratel e Esso em categoria nacional.