27 de fevereiro de 2024
Lênia Soares

Só a união vence em 2014. Certo, mas entre o discurso e a prática, um abismo

“Precisamos de união para vencer o pleito de 2014.” Prefeito de Anápolis, Antônio Gomide (PT), à Rádio 730.

“Já aprendemos que só consolidando o grupo de oposição sairemos bem sucedidos das eleições estaduais.” Deputado federal Rubens Otoni (PT), ao Diário de Goiás.

“Necessitamos de unidade para vencer Marconi Perillo.” Wagner Guimarães, à Tribuna do Planalto.

“A oposição precisa se fortalecer e se manter coesa para mudarmos o cenário estadual.” Prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PMDB), ao Diário de Goiás.

“Sem união não venceremos as eleições para o governo do Estado.” Barbosa Neto (PSB), durante reunião do partido.

E outras tantas declarações poderiam preceder este artigo.

A oposição propaga incessantemente um discurso ensaiado de união… Mas não se movimenta. Navegar é preciso. E preciso é também liderar. Impreciso é o que estão fazendo.

Como em 1998, o governo está enfraquecido, a população com sede de mudança e a oposição, com sede de poder. E onde estão Nion Albernaz (PSDB), Henrique Santillo (PSDB), Pedrinho Abrão (PTB), Roberto Balestra (PP) e vários outros que lideraram a virada?

Há quem diga que o encontro do PSB, realizado na segunda quinzena de outubro, foi o esboço de uma articulação. Se sim, começaram desarticulados. Não compareceram Iris Rezende (PMDB), Paulo Garcia (PT), Antônio Gomide (PT), Rubens Otoni (PT)…

E de lá para cá, o que aconteceu?

Com quem está o discurso encorajador?

Quem promoverá as reuniões de articulação?

Onde instalaram os bastidores?

Quando vão começar?

Os questionamentos são vários. E quem se habilita a responder?

O grupo da oposição segue consciente, mas nem tanto. Compartilham da ideia de união e só. Na teoria, fácil. Na prática…

Bem, não existe prática. Ainda. União, por ora, apenas discurso. Palavras…


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