Os trabalhadores da saúde de Aparecida de Goiânia aprovaram, por maioria, o início de uma greve a partir do dia 23 de fevereiro, segunda-feira, às 8h. A paralisação foi definida em assembleia realizada nesta terça-feira (10), na Câmara Municipal, organizada pelo Sindsaúde.
A mobilização terá concentração no Paço Municipal e deve impactar diretamente os serviços da rede pública de saúde do município, incluindo unidades básicas, atendimento de agentes comunitários e demais servidores da área.
Quem será afetado
A greve envolve servidores municipais da saúde, entre eles Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e Agentes de Combate às Endemias (ACEs). Com a paralisação, a população pode enfrentar interrupções ou redução nos atendimentos prestados nas unidades básicas, visitas domiciliares e ações de combate a endemias.
O sindicato afirma que a medida é uma resposta ao que classifica como descaso da gestão municipal com direitos considerados básicos da categoria.
Principais reivindicações
De acordo com o Sindsaúde, a decisão foi motivada por uma série de impasses, como:
- Falta de progressão salarial;
- Não atualização do piso salarial dos ACSs e ACEs;
- Problemas nas condições de trabalho;
- Falhas na assistência prestada à população;
- Ausência de diálogo efetivo por parte da administração municipal.
A assembleia foi conduzida pelas diretoras do Sindsaúde, Flaviana Alves e Sirley Braga, que apresentaram o cenário das negociações e organizaram os encaminhamentos junto aos trabalhadores.
Em nota, o sindicato declarou apoio à categoria e criticou o que considera silêncio do poder público diante das reivindicações. Até o momento, não houve posicionamento oficial da Prefeitura de Aparecida de Goiânia sobre a paralisação.
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