17 de fevereiro de 2026
VOLTA À CENA DO CRIME

Síndico acusado de matar corretora é levado para Caldas Novas

Motivo da transferência não foi esclarecido. Polícia ainda procura o celular de Daiane, uma das peças que faltam para fechar o inquérito
Síndico Cléber Rosa de Oliveira confessou assassinato. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Síndico Cléber Rosa de Oliveira confessou assassinato. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

A Polícia Civil confirmou a transferência do síndico Cleber Rosa de Oliveira, que confessou ter matado a corretora de imóveis, Daiane Alves de Souza, de 43 anos, de Goiânia para Caldas Novas. Ele volta à cidade onde aconteceu o crime ainda nesta sexta-feira (30).

A corporação informou que o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, por sua vez, permanecerá na capital, na Delegacia Estadual de Captura. Oliveira é levado com suporte de um comboio de viaturas tanto da Polícia Civil quanto da Militar. A PC não esclareceu o motivo da transferência do suspeito.

As autoridades ainda buscam pistas sobre o assassinato para fechar o inquérito. Uma delas é o celular de Daiane, utilizado por ela para gravar enquanto descia de elevador até o subsolo, onde a polícia aponta que ela foi alvo de Cleber.

Pai e filho estão presos há dois dias e foram levados a Goiânia para segurança, de acordo com a Polícia Civil. A defesa do síndico afirmou que ele respondeu todos os questionamentos das autoridades, e o advogado do filho dele afirmou que Maicon não tem participação no crime. Ele é acusado de auxiliar o pai na destruição de provas.

A prisão de ambos é temporária e tem validade de 30 dias. O prazo, no entanto, pode ser prorrogado, de acordo com o delegado.

Histórico de desentendimentos

Daiane ficou desaparecida por 42 dias. Os últimos momentos dela ganharam repercussão nacional, enquanto a corretora descia o elevador do prédio e ia ao subsolo para checar o motivo de uma queda de energia. Durante o trajeto, ela gravava com o celular, ainda desaparecido.

A investigação policial mostrou que os desentendimentos entre o suspeito e a vítima tiveram início em novembro de 2024, quando a corretora alugou um apartamento para duas famílias, com nove pessoas, ultrapassando o número máximo permitido de hóspedes por unidade no condomínio. Em uma das brigas, o síndico teria dado uma cotovelada no rosto dela.

Antes da prisão, Cleber já havia sido denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) por perseguição após monitorá-la por câmeras e sabotar serviços de água, internet, gás e eletricidade das residências dela.


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