26 de maio de 2024
Educação • atualizado em 09/12/2023 às 16:28

Sindicatos goianos convocam ato unificado em defesa do reajuste salarial de servidores; entenda

Segundo os sindicatos, o ato também defenderá melhores condições de trabalho e a aprovação do projeto de lei que prevê a criação da Pnaes.
O Adufg-Sindicato se unirá ao Sint-Ifesgo para um ato unificado em defesa do reajuste salarial dos servidores públicos federais. (Foto: Adufg).
O Adufg-Sindicato se unirá ao Sint-Ifesgo para um ato unificado em defesa do reajuste salarial dos servidores públicos federais. (Foto: Adufg).

O Adufg-Sindicato e o Sint-Ifesgo promovem na próxima terça-feira (12), um ato unificado em defesa do reajuste salarial para os servidores públicos federais. A manifestação dos sindicatos irá ocorrer a partir das 8 horas, em frente ao prédio da Reitoria da Universidade Federal de Goiás (UFG), no campus Samambaia.

O movimentação também terá a parceria de entidades do movimento estudantil, como União Estadual dos Estudantes (UEE-GO), Diretório Central dos Estudantes (DCE-UFG) e Associação de Pós-Graduandos (APG). A iniciativa busca defender a ampliação do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) 2024. Isso porque somente com a ampliação será possível contemplar as perdas salariais dos servidores nos últimos anos.

Segundo os sindicatos, o ato também defenderá melhores condições de trabalho e a aprovação do projeto de lei que prevê a criação da Política Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) que está em tramitação no Senado.

Previsões

Os sindicatos confiram que até o momento, o Governo Federal afirma ter uma reserva de R$ 1,5 bilhão para possíveis recomposições, mas o valor, se for confirmado, não será suficiente para o reajuste dos salários de todos os servidores. O Governo também ainda não apresentou qualquer proposta de reajuste para o próximo ano.

Os servidores destacam que o valor reservado não deve suprir, também, as perdas inflacionárias enfrentadas pelos servidores nos últimos anos. Levando em consideração as previsões atuais de inflação, a categoria docente, por exemplo, deve chegar a janeiro de 2024 com uma estimativa de 35% de defasagem.

Para debater a pauta econômica, o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) marcou uma nova reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP) para o dia 18 de dezembro. Porém, a expectativa dos sindicatos é que o governo adie a decisão sobre a recomposição salarial para meados de 2024.


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Elysia Cardoso

Jornalista formada pela Uni Araguaia em 2019