16 de julho de 2024
GREVE DOS MOTORISTAS

Sindicato das empresas diz que movimento de greve do transporte coletivo é ilegal

SET enviou nota em que acusa movimento grevissta de “motivação política”, sem esclarecer qual, e diz que sindicato dos trabalhadores recusou ganho real
Sindicato patronal questiona movimento grevista - Foto: Agência Cora / Júnior Guimarães
Sindicato patronal questiona movimento grevista - Foto: Agência Cora / Júnior Guimarães

O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Goiânia (SET) se manifestou na tarde desta quarta-feira (25) sobre o anúncio de greve dos motoristas. Em nota à imprensa, logo após uma reunião de urgência ser convocada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), para quarta-feira (26), o SET disse que “o movimento de greve do transporte coletivo é ilegal”. Entretanto, não sinalizou a ilegalidade vista.

O Sindicato representa as cinco empresas que operam na Região Metropolitana de Goiânia: Metrobus Transporte Coletivo, Rápido Araguaia, HP Transportes Coletivos, Viação Reunidas e Cooperativa de Transporte do Estado de Goiás (Cootego).

Proposta não foi aceita e sindicato questiona a greve

Na nota, o sindicato patronal aponta “intenção política” no movimento de greve, também sem tecer detalhes. O SET não se conforma que tenha sido apresentada proposta de ganho real, mas ela não tenha sido aceita pelo sindicato dos trabalhadores.

Além disso, cita ainda que “ofereceu um reajuste de 6,5%, acima da média nacional e da inflação medida no período, a qual foi de 3,86%”. Conforme sustenta o sindicato das empresas, isto, se somado ao aumento concedido no ano passado, “representaria um acréscimo de quase 20% nos salários de todos os profissionais da categoria. E um aumento real pelo terceiro ano consecutivo”, aponta.

A greve anunciada pelo Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores do Transporte Coletivo e Urbano de Goiânia e Região Metropolitana (Sindicoletivo) está prevista para ser deflagrada na sexta-feira. O próprio Sindicoletivo solicitou a mediação do TRT, argumentando em uma reclamação pre-processual, ser necessária para evitar a suspensão dos serviços pelos trabalhadores.

Diante do pedido, o vice-presidente do TRT, desembargador do Trabalho, Eugênio José Cesário Rosana, convocou as empresas e para reunião na sala do Centro de Negociação Coletiva, às 9h de quarta (26).

Confira a convocação de urgência:

TRT convoca reunião para mediar na quarta-feira, 26, greve anunciada por motoristas de ônibus

Leia abaixo a íntegra da nota do sindicato das empresas de transporte coletivo!

“NOTA DO SET SOBRE O MOVIMENTO DE GREVE ILEGAL PERPETRADO PELO SINDICOLETIVO

Uma vez mais, a população da Região Metropolitana de Goiânia se vê com um risco iminente de ter o serviço de transporte coletivo paralisado por ação do  Sindicoletivo com possibilidade de atrapalhar a vida não só do usuário do transporte coletivo, mas de toda a população da capital.

O SET vem se dedicando em incontáveis etapas da negociação coletiva para atender aos pleitos dos representantes sindicais, atuando com urbanidade, diálogo e absoluto compromisso com o trabalhador e com o passageiro.

Como prova desse compromisso, criou um comitê permanente de debates, envolvendo representantes das empresas de transporte e dos empregados, para tratar de assuntos de interesses comuns. Além disso, ofereceu um reajuste de 6,5%, acima de média nacional e da inflação medida no período, a qual foi de 3,86%. Se somado ao aumento concedido no ano passado, representa um acréscimo de quase 20% nos salários de todos os profissionais da categoria. E um aumento real pelo terceiro ano consecutivo. Proposta não aceita pelo sindicato.

O SET reafirma seu compromisso diuturno com a negociação respeitosa e responsável, bem como repudia quaisquer tentativas de tornar a negociação coletiva do transporte público goiano em instrumento de politicagem, bem como de qualquer outro expediente que não atenda aos interesses da nossa comunidade.”


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Marília Assunção

Jornalista formada pela Universidade Federal de Goiás. Também formada em História pela Universidade Católica de Goiás e pós-graduada em Regulação Econômica de Mercados pela Universidade de Brasília. Repórter de diferentes áreas para os jornais O Popular e Estadão (correspondente). Prêmios de jornalismo: duas edições do Crea/GO, Embratel e Esso em categoria nacional.