12 de julho de 2026
IMPASSE

Sindicato cobra Urban e reforça risco de greve no transporte coletivo em Anápolis

Prazo definido por lei é 1º de junho, mas trabalhadores ainda não obtiveram retorno da empresa
Transporte coletivo em Anápolis: sistema sob risco de grave. (Foto: Paulo de Tarso)
Transporte coletivo em Anápolis: sistema sob risco de grave. (Foto: Paulo de Tarso)

Duas semanas depois de expirar o prazo para o pagamento da data-base de 2026, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Anápolis (Sittra) voltou a cobrar a Urban e reforçou que há risco de greve no transporte coletivo da cidade.

A data-base, fixada por lei, é 1º de junho. No entanto, conforme o Sittra, a Urban não apresentou contraproposta às reivindicações enviadas pelos trabalhadores – e aprovadas em assembleia da categoria.

Em nota, o sindicato afirmou que “a ausência de avanços nas negociações tem gerado crescente preocupação entre motoristas, trabalhadores da manutenção, administrativos e demais profissionais do sistema, especialmente diante da repetição de impasses registrados em anos anteriores.”

O presidente do Sittra, Adair Rodrigues, disse que o risco de greve no transporte coletivo não é desprezível. “Pode parar a qualquer momento. O trabalhador não quer parar, não há intenção de parar. Mas se não tem outro recurso, tem que parar (se não houver acordo), não tem outra solução”, disse.

O Sittra enviou, no dia 26 de abril, uma proposta que pede reajuste de 10% e reivindica outros benefícios à categoria. A pauta dos trabalhadores, além do pedido de reajuste salarial de 10%, tem itens como aumento do tíquete-alimentação em 15% e pagamento integral dele durante as férias.

Outras reivindicações incluem um abono de férias de cinco dias como premiação aos trabalhadores que não faltarem ao serviço durante o ano. Eles também pedem o pagamento de um auxílio-natalino e a criação do auxílio-deslocamento para trabalhadores da madrugada no valor de R$ 200 mensais.

Na última semana, o Sittra também abriu diálogo com a Agência Reguladora do Município (ARM), que fiscaliza o contrato de concessão do sistema à Urban, mas ainda não houve avanço nas tratativas.

A entidade sindical informou em nota, que “caso o cenário permaneça sem avanços ou manifestação concreta da concessionária, uma assembleia da categoria poderá ser convocada a qualquer momento para deliberação dos próximos passos do movimento trabalhista”.

A Urban, por sua vez, diz que é necessário “aguardar definições administrativas e outras questões que envolvem o cenário operacional do serviço”.


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