O Sindicato dos Servidores e Funcionários Públicos do Município de Anápolis (SindiAnápolis) enviou ofício à prefeitura para cobrar o início da discussão sobre a data-base de 2026. No ano passado, o valor concedido apenas repôs a inflação, no percentual de 4,83%, e ficou bem abaixo do percentual pretendido pela categoria, de 15,22%.
No ofício protocolado pelo presidente da entidade sindical, Grattony Gratão, a categoria reforça o caráter de urgência da reunião, uma vez que a data-base dos servidores municipais é o mês de janeiro. No ano passado, a prefeitura fechou acordo com o SindiAnápolis apenas em fevereiro e, apesar das cobranças, não pagou o retroativo de janeiro, que é outro tema do documento.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Gratão diz que tratou do tema diretamente com o prefeito Márcio Corrêa (PL), no dia 12 de dezembro, e o ouviu dele o comprometimento em quitar o retroativo de janeiro no mês passado, o que não aconteceu.
Além da data-base dos servidores da centralizada, a administração precisará arcar com o Piso Nacional do Magistério, definido em 0,37% pelo Ministério da Educação para 2026. No ano passado, a prefeitura também não pagou o retroativo de janeiro dos professores, fixado em 6,27%.
Embates
Em 2025, primeiro ano da gestão Corrêa, o prefeito recebeu críticas em assembleias do SindiAnápolis, que recusou as propostas enviadas pela gestão, de 4,83%, em duas oportunidades. Até mesmo a possibilidade de greve foi levantada à época.
A proposta de 15,22% dos servidores da centralizada aponta uma isonomia com as demais categorias, uma vez que, de acordo com o sindicato, os administrativos foram relegados ao longo dos anos. Após negativa do prefeito, o SindiAnápolis baixou a pedida para 6,27%, mesmo percentual do Piso Nacional do Magistério, mas o pleito também não foi atendido.
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