21 de julho de 2026
Operação Compliance Zero

“Sicário” ligado a Daniel Vorcaro tem morte encefálica confirmada após três dias internado

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão estava hospitalizado em Belo Horizonte após atentar contra a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu após três dias internado no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Foto: Divulgação.
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu após três dias internado no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Foto: Divulgação.

A defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, informou que ele morreu na noite desta sexta-feira (6) em Belo Horizonte (MG). Investigado pela Polícia Federal (PF) e apontado como aliado do banqueiro Daniel Vorcaro, Mourão estava internado desde quarta-feira (4) no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, após um atentado contra a própria vida enquanto estava sob custódia policial.

Segundo nota divulgada pelo advogado Robson Lucas da Silva, o quadro clínico evoluiu para morte encefálica. “Informamos que o quadro clínico de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão evoluiu a óbito, que foi legalmente declarado às 18h55, após encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado hoje, 06.03.26, por volta das 10h15”, informou a defesa.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por necropsia na manhã deste sábado (7), na unidade localizada no bairro Gameleira, na região Oeste da capital mineira.

Até o momento, segundo informações do instituto, nenhum familiar entrou em contato para a liberação do corpo, e também não há definição sobre velório ou sepultamento. O advogado afirmou que a liberação deverá ser feita pela família.

Investigações da Polícia Federal

Luiz Mourão foi preso durante a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investiga um suposto esquema envolvendo o Banco Master e aliados do banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com as investigações, Mourão integraria um grupo conhecido como “A Turma”, formado por pessoas próximas a Vorcaro. Dentro da organização, ele teria a função de coordenar atividades de obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados estratégicos para os interesses do grupo.

A PF afirma que o investigado realizava consultas e extração de dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial.


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