O setor de serviços voltou a cair em Goiás no mês de maio – a segunda queda consecutiva – de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (15), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A retração foi de 0,1% na ´serie com ajuste sazonal. Na comparação com maio de 2025, o tombo foi de 2,8%.
Em abril, o recuo fora de 0,4%. A última alta foi em março, com 0,4%. No ano, o setor viu sua produção cair 1,9%, embora mantenha uma leve alta – de 0,3% – na análise dos últimos 12 meses.
No país, o volume de serviços recuou 0,4% frente ao mês imediatamente anterior, após registrar alta (1,1%) em abril. O setor está 19,6% acima do nível pré-pandemia e fica, em maio de 2026, 0,5% abaixo do topo da série histórica (outubro de 2025). Frente a maio de 2025, houve crescimento de 0,4%, o 26º resultado positivo consecutivo. O acumulado deste ano foi de 1,9%. Nos últimos 12 meses, o índice foi a 2,6%, reduzindo o ritmo de expansão em relação a abril (2,9%).
Outra queda nos transportes
O grupo com maior impacto na queda do setor foi o de transportes, com 5,1%. Ele engloba atividades ligadas aos transportes rodoviário de cargas e passageiros, aquaviário e aéreo, bem como serviços de armazenagem, correio e outros auxiliares aos já citados.
Foi a sexta retração consecutiva deste grupo, que acumula queda de 6,3% no ano e um recuo de 1,4% nos últimos 12 meses.
O segundo grupo que mais influenciou o recuo em Goiás foi o de Serviços de informação e comunicação (-4%). Com atividades de telecomunicações, de tecnologia da informação, audiovisuais, de edição e de agências de notícias, ele apresentou a segunda queda sucessiva após 12 meses de resultados positivos.
Também houve retração do setor de Serviços prestados às famílias (-2,2%), que contempla atividades relacionadas a alojamento e alimentação, entre outras. Em maio, ele se manteve em queda pelo 11º mês em sequência, acumulando retração de 4,3% em 12 meses.
Apenas dois grupos registraram avanço na comparação com o mesmo mês de 2025: Serviços profissionais, administrativos e complementares (3,2%), que inclui serviços técnico-profissionais, aluguéis não imobiliários e serviços de apoio às atividades empresariais; e Outros serviços (3,0%), que categoriza os serviços de esgoto, gestão de resíduos, recuperação de materiais e descontaminação, bem como as atividades auxiliares dos serviços financeiros e as imobiliárias, além de outras não especificadas nos demais grupos.
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