Depois de três meses de queda, o setor de serviços em Goiás voltou a crescer. A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que o volume de serviços goiano subiu 0,5% em novembro, atingindo a primeira variação positiva após três meses de queda, na série com ajuste sazonal.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o resultado foi ainda mais expressivo (1,2%), cor-
respondendo à quinta alta consecutiva. Com isso, o estado acumula índices de 2,6% no ano e de 2,4% em 12 meses.
No país, o volume de serviços mostrou variação negativa de 0,1% frente a outubro, na série com ajuste sazonal, e interrompeu uma sequência de nove resultados positivos, período em que acumulou um ganho de 3,8%. Dessa forma, o setor de serviços se encontra 20,0% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), operando, em novembro de 2025, 0,1% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em outubro de 2025.
Transportes puxam alta
Considerando a alta obtida pelo volume de serviços goiano na comparação com novembro de 2024 (1,2%), o grupo com maior impacto foi o de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,7%). Ele engloba atividades ligadas aos transportes rodoviário de cargas e passageiros, aquaviário e aéreo, bem como serviços de armazenagem, correio e outros auxiliares aos já citados. Em 2025, o setor já registrou alta em nove meses, acumulando 4,6% de aumento ao longo do ano.
O segundo grupo que mais impulsionou o avanço em Goiás foi o de Serviços profissionais, administrativos e complementares (3,4%), que inclui serviços técnico-profissionais, aluguéis não imobiliários e serviços de apoio às atividades empresariais. O índice obtido em novembro corresponde à quinta variação positiva em sequência, embora o setor ainda acumule quedas de 0,6% no ano e de 2,1% em 12 meses.
Também registraram altas os grupos de Serviços de informação e comunicação (2,7%), com atividades de telecomunicações, de tecnologia da informação, audiovisuais, de edição e de agências de notícias; e de Outros Serviços (0,3%), que categoriza os serviços de esgoto, gestão de resíduos, recuperação de materiais e descontaminação, bem como as atividades auxiliares dos serviços financeiros e as imobiliárias, além de outras não especificadas nos demais grupos.
O único que apresentou queda foi o setor de Serviços prestados às famílias (-8,5%), que contempla atividades relacionadas a alojamento e alimentação, entre outras. Em novembro, ele atingiu a menor variação desde dezembro de 2019 (-8,9%), assinalando a quinta retração em sequência.
Leia mais sobre: IBGE / Setor de Serviços / Economia

