O setor de educação em Goiânia registrou em fevereiro deste ano o segundo maior índice inflacionário da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quinta-feira (12), registrou alta de 6,19% para o grupo na capital goiana. O setor foi o que mais contribuiu para a inflação de 0,7% na cidade em fevereiro.
De acordo com o IBGE, historicamente, devido aos reajustes das mensalidades escolares, é comum que o índice desse mês seja significativamente maior que o dos demais. Na comparação com os anos anteriores, porém, a alta de 2026 foi a segunda maior da série iniciada em 2020, perdendo apenas para o resultado de fevereiro de 2023, quando a subida de preços foi de 7,53%.
O maior impacto foi dos cursos regulares, cujos preços subiram 7,39%, sobretudo por ocasião dos aumentos de preços do ensino fundamental, com alta de 8,76%, e superior, com elevação média de 5,89%.
No país, o índice para o setor de Educação foi de 5,21%, 0,51% acima do registrado em fevereiro de 2025, de 4,70%, mas ainda abaixo do registrado na capital goiana.
Em janeiro, o IPCA havia registrado 0,22% em janeiro, ou seja, há uma aceleração do indicador na sexta alta consecutiva em Goiânia. Contudo, a alta é menor que a registrada em fevereiro de 2025, quando ela veio em 1,16%;
No Brasil, o IPCA acelerou de 0,33%, em janeiro, para 0,7%, em fevereiro, atingindo a maior taxa desde fevereiro de 2025 (1,31%). A maior variação foi registrada no grupo Educação (5,21%), devido aos reajustes anuais das mensalidades de escolas e cursos.
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